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Tarifas de metrô, trens e ônibus metropolitanos vão a 2,90 em SP

por Redação Carta Capital — publicado 09/02/2011 16h26, última modificação 06/06/2015 16h54
No domingo, passagens serão reajustadas em 9,43%, acima da inflação medida pela Fipe. Movimento Passe Livre organiza manifestação para amanhã. Da Redação

No domingo, passagens serão reajustadas em 9,43%, acima da inflação medida pela Fipe. Movimento Passe Livre organiza manifestação para esta quinta-feira

Assim como as tarifas dos ônibus municipais de São Paulo, que agora custam 3 reais, as viagens de metrô, trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e ônibus da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) sofrerão reajuste acima da inflação medida pela Fipe. Os bilhetes custarão, a partir da zero hora de domingo, 2,90 reais. Atualmente, o preço é de 2,65 reais.

O aumento foi de 9,43%, enquanto a inflação acumulada nos últimos 12 meses, segundo o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe, foi de 6,20%. “O cálculo levou em conta a evolução dos custos do setor de transporte coletivo nos últimos 12 meses, incluindo componentes específicos como material rodante, que aumentou 12,5%, e a mão de obra, com variação de 6,7%”, justificou a Secretaria dos Transportes Metropolitanos ao jornal O Estado de S. Paulo. Nesta segunda-feira 7, o secretário da pasta, Jurandir Fernandes, disse que o cálculo em estudo era de cerca de 7,6%. Neste caso, a passagem custaria 2,85 reais.

De extensão menor e com menos estações, a linha 5-Lilás, que vai do Capão Redondo ao Largo 13, também será reajustada para 2,80 reais. O valor atual é de 2,55 reais.

Protestos
Integrantes do Movimento Passe Livre, que já organizou quatro manifestações contra o aumento dos ônibus municipais, prometeram que também vão protestar contra o reajuste do metrô, trens e ônibus da EMTU. Está marcado para esta quinta-feira 10 um novo ato em frente ao Teatro Municipal, às 17 horas. Desde que entrou em vigor o valor de 3 reais para os ônibus municipais, o grupo se reúne às terças-feiras. “O aumento da tarifa de metrô é mais um motivo para protestarmos. O transporte em geral é um direito, não uma mercadoria”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo Pedro Lopes, do Movimento Passe Livre de São Paulo.

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