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Sobre PSAT, SAT e os critérios das universidades nos Estados Unidos

por Viomundo — publicado 11/11/2010 16h32, última modificação 11/11/2010 16h38
Luiz Carlos Azenha compara os "vestibulares" do Brasil e dos Estados Unidos. Lá, as universidades primam pela diversidade social em suas escolhas e não apenas as notas

Luiz Carlos Azenha compara os "vestibulares" do Brasil e dos Estados Unidos. Lá, as universidades primam pela diversidade social em suas escolhas e não apenas as notas

Caros leitores, fui secundarista nos Estados Unidos. Meu diploma de segundo grau é da Old Mill Senior High School, de Glen Burnie, um condado do estado de Maryland.

Sei o que é o teste do PSAT (preparatório) e o que é o SAT (standart admissions test).

É o equivalente do ENEM nos Estados Unidos.

Um aluno americano NUNCA é admitido em uma universidade, pública ou privada, com base apenas no resultado do teste.

O teste é considerado apenas uma medida do aprendizado que o aluno teve no ensino médio.

O julgamento das universidades, ao admitir os estudantes, é altamente subjetivo.

Leva em conta as notas do estudante no ensino médio, o resultado do SAT, uma redação do aluno sobre os motivos pelos quais escolheu aquela universidade e critérios que independem dos alunos.

Toda universidade dos Estados Unidos — de Harvard a Columbia, de Yale a Duke — leva em consideração critérios que transcendem a vontade dos alunos. Se existe um critério UNIFICADOR entre as universidades dos Estados Unidos, é o da diversidade: uma classe de alunos de um curso precisa, em maior ou menor grau, expressar a diversidade social. Por isso, há alunos ricos, pobres, bolsistas, negros, hispânicos, orientais e assim sucessivamente.

Os jecas brasileiros costumam falar em meritocracia como se o resultado de um teste fosse o critério número um de admissão no primeiro mundo.

Não é. O critério número um, pelo menos nos Estados Unidos, é de garantir que as classes expressem a diversidade social.

Quando eu estudava na Old Mill, por exemplo, minha família americana dizia que, se eu tivesse um bom desempenho nos esportes, poderia pleitear uma bolsa de estudos em uma universidade americana, com grandes chances de sucesso.

Mas eu decidi não fazer o SAT, já que tinha em mente completar o curso secundário e voltar ao Brasil. Felizmente, ao retornar, tive a sorte de ingressar na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Mas, como brasileiro (ou seja, “hispânico”), teria tido grande chance de disputar uma vaga em Harvard, no MIT, em Stanford ou na Columbia.

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