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Questão agrária: mídia, história e assassinatos

por Mauricio Dias publicado 27/04/2011 16h41, última modificação 27/04/2011 16h41
Maurício Dias fala sobre o Movimento dos Sem Terra e os conflitos agrários em sua coluna semanal na edição impressa de CartaCapital, Andante Mosso

A guerra no campo (1)

A imprensa deu destaque ao acampamento dos militantes do MST em Salvador (BA), irritada com o tratamento dispensado pelo governo estadual ao mais importante movimento social brasileiro.O destaque do noticiário ficou por conta das críticas feitas ao poder público baiano de montar banheiros públicos para atender os militantes acampados.

É fácil detratar as ações do MST. Difícil é compreendê-las.A existência do MST é resultado de 500 anos da cruenta história brasileira e os números do conflito no campo, divulgados esta semana pela Comissão Pastoral da Terra, mostram a gravidade do problema.

A guerra no campo (2)

Segundo a Comissão Pastoral da Terra, foram registrados 1.186 conflitos no campo. Dois a mais do que em 2009. De maneira geral, houve queda na ocorrência de confrontos.

Esta poderia ser uma boa informação, mas não é. Em 2010, houve um crescimento no númerode assassinatos, 30% maior do que em 2009 (tabela).Vistas do Sudeste, as razões dessas mortes assustam mais: 30 assassinatos ocorreram em conflitos pela terra. Dois em enfrentamentos pela água e dois em conflitos trabalhistas.Este é o Brasil que tem um pé no Terceiro Mundo.

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