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Sociedade

Melhores condições

Programa quer colocar catadores de materiais recicláveis no mercado formal

por Envolverde — publicado 02/06/2011 15h54, última modificação 02/06/2011 15h54
A iniciativa vai receber US$ 8,4 milhões para desenvolver ações e leis que melhorem a situação desses trabalhadores na América Latina

Um programa latino-americano, lançado na última quinta-feira 26, em Assunção, no Paraguai, vai receber US$ 8,4 milhões (cerca de R$ 13 mi) para desenvolver ações e leis que melhorem a situação sócio-econômica dos catadores de lixo no continente.

A iniciativa, uma parceria entre a Fundação Avina, o Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN) e a The Coca-Cola Company, tem como exemplo projetos ativos da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia e Peru para discutir e elaborar propostas de inclusão desses trabalhadores no mercado formal da reciclagem.

“É crucial apoiar a transformação do mercado e a organização dos catadores informais para melhorar sua inserção econômica e social. Com uma maior coordenação entre os catadores, as empresas e as prefeituras melhorarão a qualidade de vida das pessoas que vivem desta atividade”, afirmou Nancy Lee, gerente geral do FUMIN, órgão do BID que vai investir US$ 4 milhões com o projeto.

Além dos quatro milhões, o AquaFund, também do BID, vai financiar US$ 1 milhão para o programa. A Fundação Avina vai colaborar com US$ 1,4 milhão de dólares e o The Coca-Cola Company com os dois milhões restantes.

Catadores de lixo

Na América Latina, existe um número estimado de mais de quatro milhões de pessoas que sobrevivem apenas recolhendo materiais recicláveis, o que inclui famílias inteiras que trabalham muitas vezes em condições inadequadas de insalubridade.

Para Oscar Fergutz, gestor continental de estratégia de reciclagem da Fundação Avina, os catadores informais recebem uma porcentagem muito baixa no processo de reciclagem industrial, visto que eles são responsáveis em alguns casos pela recuperação de até 90% dos materiais.

Segundo o gestor, “apesar de estarem posicionados como elemento-chave em um mercado novo como a reciclagem, os catadores informais e suas famílias continuam isolados na sociedade e na economia. Este projeto nos permite unir todos os atores para desenvolver um entorno que respeite seu trabalho, e tirar a atenção para mostrar que este trabalho não somente é digno, mas também valioso para a sociedade”, concluiu.

* Publicado originalmente no site EcoD, via Envolverde.

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