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Professores fazem greve de fome

por Redação Carta Capital — publicado 19/09/2011 20h20, última modificação 19/09/2011 21h09
Em greve há mais de 100 dias, profissionais da rede pública de ensino querem chamar atenção do governo para negociação de reajuste salarial

Dois professores da rede pública de Minas Gerais e outros integrantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) iniciaram uma greve de fome nesta segunda-feira 19 para pressionar o governo estadual a retomar as negociações sobre o reajuste salarial da categoria. Os dois professores realizam o protesto na Assembleia Legislativa mineira. A categoria paralisou suas atividades há mais de 100 dias.

Eles reivindicam a adoção do piso salarial nacional de 1.187,00 reais por 40 horas semanais e o fim do sistema de subsídio, que paga o salário em parcela única somando todos os benefícios. Segundo o sindicato, os professores receberiam o salário-base de 369,89 reais para profissionais com nível médio em início de carreira.

No início de setembro, o governo estadual apresentou uma proposta de 712 reais para uma jornada de 24 horas semanais, baseada proporcionalmente na Lei Federal 11738/08. Porém, não houve acordo entre as partes.

A categoria se reúne na terça-feira 20 pela manhã com o deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB), líder do governo, na Assembleia Legislativa do Estado para discutir a adoção do piso e a reabertura das negociações. Pela tarde, os professores realizam no mesmo lugar para a Assembleia Estadual.

Na última semana, a categoria se reuniu com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e a presidenta Dilma Roussef. Segundo o sindicato, ambos se comprometeram a intermediar o diálogo com o governo mineiro.

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