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Polícia só é melhor avaliada que políticos

por Redação Carta Capital — publicado 23/11/2011 14h16, última modificação 24/11/2011 08h57
Anuário de Segurança Pública constatou que 60% não confia na Polícia; instituição só perde para Congresso Nacional e partidos políticos

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública constatou que a polícia vive uma crise de credibilidade. A pesquisa, realizada entre abril e junho de 2011, mostra que a confiança em policiais no País só perde para o Congresso Nacional e partidos políticos.

Menos de 40% dos entrevistados afirmou confiar nas instituições policiais brasileiras. Para os partidos políticos, o valor do índice de desconfiança é ainda muito pior, com 10%.

A falta de confiança nas polícias gera sequelas importantes. Por exemplo: dentre as vítimas de algum tipo de ocorrência criminal em 2010, 40% não se reportou à polícia, sobretudo por não acreditar que seria importante.

Segundo a análise do próprio relatório, a descrença mostra uma desvalorização de um dos principais papéis da instituição: registrar as ocorrências de infrações e dar início à investigação criminal, a partir da abertura do inquérito policial.

A confiança na polícia cresce conforme aumenta a faixa etária. Ou seja, enquanto entre jovens entre 18 e 24 anos, a taxa de desconfianaça é de 34,4%, esse número cai para 19,7% entre os entrevistados com mais de 55 anos. Além disso, a pesquisa constatou que, quanto maior a faixa de renda, mais as pessoas consideram que a abordagem policial é respeitosa, que consiste em 44,2% entre aqueles que recebem mais de vinte salários mínimos e de 33,6% entre os que ganham apenas 2.

Para os partidos políticos, o valor do índice de desconfiança cai para 10%.

O estudo atribui esses dados aos vários casos de violência e corrupção policial e à falta de transparência das corregedorias policias, que apuram violações da instituição. Somente a polícia do Rio foi responsável por 2,5% dos homicídios no país, com 1048 casos em 2009.

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