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Polícia sustenta versão de que garoto Kaique cometeu suicídio

Corpo foi encontrado no centro de São Paulo com lesões graves. Segundo a polícia, elas teriam sido causadas pela queda
por Redação — publicado 17/01/2014 11h29, última modificação 17/01/2014 11h32

A Polícia Civil de São Paulo mantém o suicídio como versão mais provável para a morte de Kaique Augusto Batista dos Santos, de 16 anos. Seu corpo foi encontrado embaixo do viaduto da avenida Nove de Julho, na região central de São Paulo, na madrugada de sábado 11. Como apresentava lesões graves, a família acredita que ele tenha sido torturado e assassinado, um crime motivado por homofobia.

Ao jornal Folha de S.Paulo a Polícia Civil afirmou que a Polícia Militar foi chamada ao local para atender uma chamada a respeito de um garoto que se atirou do viaduto. A polícia diz que investiga a possibilidade de homicídio e está buscando imagens feitas por câmeras de prédios da região, mas não tem indícios de assassinato. Segundo peritos ouvidos pela Folha, os graves ferimentos podem ter sido causados pelo impacto da queda.

Ao reconhecer o corpo de Santos, três dias após ele ter sido encontrado, a família afirmou que observou uma barra de ferro transpassada por sua perna. Segundo os peritos, houve uma fratura exposta do fêmur de Santos, próxima ao joelho.

Ainda de acordo com a Folha, o delegado responsável pelo caso disse não ter observado nenhum indício de assassinato, mas os laudos da perícia ainda não estão prontos. A causa da morte de Santos foi, segundo a polícia, traumatismo encefálico e hemorragia interna.

Segundo a irmã de Santos, Tayna Chidiebere, de 19 anos, o garoto era muito querido e vivia cercado de amigos. A desconfiança da família é de que o crime tenha sido motivado por homofobia, mas não há testemunhas ou provas para confirmar.

“Esse é o problema. A gente não estava com ele. Se esse caso for fechado como suicídio eu vou fazer uma baderna na polícia, porque não foi suicídio. Eles são a polícia, são mais experientes do que a gente. Não é possível (...). Preciso saber onde o corpo do meu irmão foi encontrado, porque se a polícia não vai atrás de imagens, eu vou. As únicas pessoas que estavam com ele antes dele morrer não sabem de nada”, afirmou Chidiebere ao site R7.