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Machu Picchu

O Vale Sagrado dos Incas

por Rota Inca — publicado 29/07/2010 16h57, última modificação 29/07/2010 16h57
Um pouco depois do vale estão as ruínas, localizadas numa região montanhosa mas tropical

Os arredores da cidade de Cuzco possuem algumas das mais importantes descobertas arqueológicas das Américas. A poucos minutos de caminhada está a fortaleza de Sacsahuamán, que foi parcialmente destruída pelos colonizadores espanhóis. Ali se celebra anualmente a cerimônia do Inti Raymi em referencia ao solstício de inverno, importante no calendário indígena.

A celebração foi proibida pela Coroa Espanhola no século XXI, mas continuou a ser realizada clandestinamente pelos indígenas. Foi retomada oficialmente em 1944 com uma encenação em língua quéchua nas ruínas de Sacsahuamán. Ali foi também onde se refugiou Manco Inca, que inicialmente apoiou os espanhóis contra o soberano Atahaulpa e por isso foi nomeado Inca pelos próprios espanhóis após a derrota dos antigo soberano. Mas vendo a exploração de seu povo decidiu reagir e encampou uma dura batalha da qual saiu derrotado e teve que fugir a Vilcabamba, na região amazônica.

Não muito longe está o Vale Sagrado, cortado pelo Rio Urubamba, cujo trajeto os incas observaram que seguia o caminho da Via Láctea. Belas paisagens naturais, ruínas, canais e fontes de água, avançadas tecnologias de produção agrícola, mercados indígenas e comunidades herdeiras da cultura inca podem ser encontradas ao longo do vale.

Um pouco depois do Vale Sagrado estão as ruínas de Machu Picchu, localizadas numa região montanhosa mas tropical. Acredita-se que Machu Picchu tenha sido uma cidade habitada por nobres, sábios e líderes espirituais. Foi construída no formato de um condor, ave sagrada para os andinos.

Acredita-se que sabendo da conquista espanhola em Cuzco, os nobres de moradores de Machu Picchu tenham sido convocados a compor a comitiva liderada por Manco Inca que se refugiaria para resistir em Vilcabamba. Chamada de cidade perdida dos incas, Machu Picchu seria mostrada ao mundo apenas em 1911 com a chegada do arqueólogo norte-americano Hiram Bingham guiado por habitantes locais quando buscava justamente encontrar Vilcabamba. Por isso, não sofreu com a influencia da conquista espanhola, preservando as construções autenticamente incas. O saque, porém, não deixou de acontecer: a maioria dos vestígios como cerâmicas e objetos encontrados na cidade estão no exterior e são constantemente reivindicados pelo governo peruano.

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