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O rio Negro: dois olhares

por Bruno Huberman — publicado 27/10/2010 15h43, última modificação 28/10/2010 15h41
Compare fotografias da seca recorde do rio Negro com imagens do último período de estiagem do rio, em janeiro de 2010
O rio Negro: dois olhares

Compare as fotografias da seca recorde do rio Negro com imagens do período de estiagem anterior, em janeiro de 2010 (fotos: AFP e Bruno Huberman)

Compare as fotografias da seca recorde do rio Negro com imagens do período de estiagem anterior, em janeiro de 2010

No domingo 24, o rio Negro, que forma a segunda maior bacia hidrográfica do mundo, atingiu a menor marca na história do nível das águas. A vazante fez com que ribeirinhos ficassem isolados, sem comida e água. O município de São Paulo de Olivença (a 988 KM de Manaus) decretou calamidade pública. Crianças e idosos estão morrendo por sintomas como diarréia, doença causada pelo consumo de água contaminada. A Defesa Civil está com um plano de auxílio as comunidades ribeirinhas semelhante ao do Haiti pós-terremoto, em janeiro deste ano. Na segunda-feira 25, o nível do Negro subiu dois centímetros e deve continuar aumentando nos próximos dias. No entanto, o nível das águas pode cair mais ainda nas próximas semanas, piorando a situação no médio e alto rio Negro e Solimões. A atual situação contrasta com a cheia recorde do rio Negro em junho de 2009, quando chegou a 29.71 metros, superando o antigo recorde 29.69 de 1953.

Veja abaixo algumas fotografias tiradas nas cercanias de Manaus. As primeiras são dos últimos dias e as últimas de janeiro de 2010, também em época de estiagem do rio Negro. (fotos da seca: AFP/fotos da cheia: Bruno Huberman)

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