Você está aqui: Página Inicial / Sociedade / O mundo descobre Ricardo Teixeira

Sociedade

FIFA

O mundo descobre Ricardo Teixeira

por Bruno Huberman e Ricardo Carvalho — publicado 02/12/2010 01h45, última modificação 03/12/2010 16h42
A britânica BBC vincula o presidente da CBF à milionária rede de corrupção

A britânica BBC vincula o presidente da CBF à milionária rede de corrupção

A definição, na quintafeira 2, da Rússia e do Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente, aconteceu em meio a uma série de novas denúncias de corrupção contra cartolas do alto escalão da Fifa. Em novembro, dois integrantes do Comitê Executivo da entidade, grupo responsável pela escolha dos países vencedores, foram afastados por tentar vender seus votos. Já na segunda-feira 29 de novembro, às vésperas da decisão, outras suspeitas de suborno vieram a público. Desta vez, um dos personagens é brasileiro. Um doce para quem adivinhar seu nome.  Isso mesmo: Ricardo Teixeira, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) para a Copa do Mundo de 2014.

Uma reportagem levada ao ar pela rede britânica BBC revelou uma lista secreta com 175 pagamentos de propina feitos pela empresa suíça de marketing esportivo ISL, num total de mais de 100 milhões de dólares. Segundo a planilha, Teixeira teria recebido cerca de 9,5 milhões de dólares entre 1992 e 1997 por meio da empresa de fachada Sanud, com base no paraíso fiscal de Liechtenstein.

A ligação da Sanud com Teixeira tinha sido investigada pela CPI do Futebol, finalizada em 2001, e denunciada pelo Ministério Público (MP), em processo que corre na Justiça do Rio de Janeiro. Para o procurador Marcelo de Figueiredo Freire, responsável pela denúncia, a Sanud é “uma empresa laranja constituída no exterior apenas para ocultar o verdadeiro dono dos recursos, Ricardo Teixeira”. Os repasses em forma de empréstimo da Sanud à RLJ, negócio que tem como sócios Teixeira, sua esposa e a própria Sanud, chegaram, segundo apurou a CPI, a cerca de 2,9 milhões de reais. “Teixeira montou uma sofisticada operação de lavagem de dinheiro”, afirma Freire.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 625, já nas bancas.

registrado em: