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"Não é direito de expressão, é vandalismo", afirma Alckmin

por Redação — publicado 13/06/2013 10h15, última modificação 13/06/2013 10h17
De Paris, governador se manifestou pelo Twitter a respeito dos protestos que tomaram São Paulo nos últimos dias: "Não vamos deixar que se confunda baderna com direito à livre 'manifestação'"
Mastrangelo Reino/ Divulgação
Alckmin

Alckmin está em Paris para reforçar a candidatura de São Paulo para sede da Expo Mundial 2020

Em Paris, depois de enfrentar protestos contra a detenções de manifestantes contrários ao aumento da passagem em São Paulo na quarta-feira 12, o governador Geraldo Alckmin se manifestou por meio de conta pessoal no Twitter a respeito das mobilizações que se opõem ao reajuste das tarifas de ônibus, metrô e CPTM de 3 reais para 3 reais e vinte centavos. "Estou acompanhando os acontecimentos em São Paulo. Não vamos deixar que se confunda baderna com direito à livre 'manifestação'", disse na rede social.

O governador de São Paulo disse achar "estranho um movimento que se diz a favor do transporte coletivo destruir ônibus e estação de metrô" e foi taxativo: "Não é direito de expressão, é vandalismo". No protesto organizado por brasileiros em Paris na quarta-feira 12, cartazes diziam "Alckmin, o vândalo é você", "Soltem nossos presos!" e "PT de mãos dadas com o fascismo tucano".

A respeito da ação das forças de segurança, classificada pelos manifestantes como repreensiva e truculenta, Alckmin disse ser "dever da polícia preservar a integridade das pessoas, o direito de ir e vir, o patrimônio público, e agir quando há vandalismo e baderna".

Ministério Público

Ainda na quarta-feira 12, o Movimento Passe Livre e o Ministério Público do Estado de São Paulo decidiram apresentar à prefeitura e ao governo estadual uma proposta para suspensão do aumento das tarifas dos transportes públicos. Na reunião, que foi intermediada pelo Ministério Público e contou com a participação de representantes dos governos estadual e municipal, o movimento concordou em parar com as manifestações de protesto nas ruas da capital se a prefeitura e o governo estadual suspenderem, por 45 dias, o aumento das tarifas nos ônibus, no metrô e nos trens.

Pela proposta, nesse período, uma comissão formada por representantes da sociedade civil, do Ministério Público, da prefeitura e do governo estadual faria uma avaliação dos cálculos que justificaram o aumento nas passagens. O Ministério Público comprometeu-se a apresentar a proposta nesta quinta-feira 13 ao governo do estado e à prefeitura.

No entanto, a manifestação marcada para esta quinta em frente ao Teatro Municipal foi mantida. Caso o aumento das tarifas seja suspenso ainda nesta quinta-feira 13, o Movimento Passe Livre informou que permanecerá no local, mas para uma festa de confraternização.

Terça-feira

Na noite de terça-feira 11, o movimento organizou o terceiro e maior ato contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo. O protesto começou na Avenida Paulista, desceu a Rua da Consolação e seguiu fechando as avenidas Radial Leste, Liberdade e Rangel Pestana. Os manifestantes, que tinham acabado de depredar um ônibus, foram impedidos de entrar no terminal do Parque Dom Pedro II, o que gerou um grande confronto.

A depredação de veículos e os enfrentamentos entre manifestantes e policiais espalharam-se pela região central da cidade, com danos a ônibus, agências bancárias e estações de metrô.

A Polícia Militar prendeu 17 pessoas suspeitas de envolvimento nos atos de vandalismo, das quais 11 continuavam presas na quarta-feira 12. A Companhia do Metropolitano de São Paulo estimou que os danos nas estações de metrô cheguem a 36 mil reais

*Com informações da Agência Brasil

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