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"Não somos escravos", diz cubano vaiado por médicos

por Redação — publicado 28/08/2013 12h23, última modificação 28/08/2013 12h50
"Não sei por que diziam isso, não vamos tirar seus postos de trabalho", afirmou o profissional hostilizado em Fortaleza
Jarbas Oliveira/Folhapress
Médicos cubanos são hostilizados e chamados de "escravos" pelos colegas brasileiros em Fortaleza.

Médicos cubanos são hostilizados e chamados de "escravos" pelos colegas brasileiros em Fortaleza.

Juan Delgado, um dos médicos cubanos vaiados na terça-feira 27 em Fortaleza por colegas brasileiros, disse que não entendeu por que foi chamado de "escravo" durante um protesto realizado pelo Simec (Sindicato dos Médicos do Ceará) á saída de um curso de preparação do programa Mais Médicos.

"Me impressionou a manifestação. Diziam que somos escravos, que fôssemos embora do Brasil. Não sei por que diziam isso, não vamos tirar seus postos de trabalho", afirmou o médico ao jornal Folha de S. Paulo. "Isso não é certo, não somos escravos. Seremos escravos da saúde, dos pacientes doentes, de quem estaremos ao lado todo o tempo necessário (...) Os médicos brasileiros deveriam fazer o mesmo que nós: ir aos lugares mais pobres prestar assistência."

Ainda segundo o jornal, Delgado diz que já trabalhou no Haiti e que o desconhecimento do português não deverá ser um empecilho. Ele ainda disse que seus colegas não deverão vir para Cuba, pois seu desejo é atender à população brasileira.

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