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São Paulo

"Não é possível zerar a tarifa do dia para a noite", diz Fernando Haddad

por Redação — publicado 14/06/2013 12h15, última modificação 06/06/2015 18h09
Prefeito afirmou que a cidade "não pode se submeter a um jogo do tudo ou nada” e que preços seriam mais altos se a prefeitura não tivesse subsidiado o transporte público em R$ 600 milhões
Antonio Cruz/ABr

Após uma quinta-feira 13 marcada pelo quarto protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trem e metrô em São Paulo, o prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que a cidade "não pode se submeter a um jogo do tudo ou nada” pela redução das tarifas. “Não vamos iludir a população com a possibilidade de zerar a tarifa como se isso possível do dia para noite, envolvendo 6 bilhões de reais em investimento que precisariam sair de outras áreas da prefeitura”, disse ao Bom Dia São Paulo, da Rede Globo.

Na quinta-feira, os protestos partiram do centro de São Paulo rumo a Avenida Paulista. Houve registro de diversos casos de truculência da polícia contra os manifestantes e jornalistas. Sete profissionais do jornal Folha de S. Paulo ficaram feridos, dois deles baleados no rosto. O repórter Piero Locatelli, de CartaCapital, foi preso quando cobria a manifestação por “portar” vinagre, usado para aliviar os efeitos do gás lacrimogênio.

Haddad lamentou as cenas de violência e disse que “na terça-feira vimos violência contra policiais" e na quinta cenas de violência protagonizadas por agentes de segurança, que "ensejaram a abertura de uma investigação" pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Segundo ele, a prefeitura está disposta a negociar, mas os manifestantes precisam conhecer o orçamento da cidade e saber quais outras áreas vão perder recursos para uma tarifa menor. Haddad disse que a prefeitura fez um esforço para investir 600 milhões de reais para manter o reajuste abaixo da inflação. “Se fossemos dar um reajuste de acordo com a inflação acumulada, essa tarifa iria para 3,40”, disse. “Nenhum prefeito fica feliz em reajustar a tarifa de ônibus porque sabe que isso pesa no bolso do trabalhador.”

Para Haddad, o movimento não tem conhecimento adequado da situação orçamentaria da cidade e os manifestantes se recusaram a estabelecer o diálogo com a prefeitura. Segundo o petista, a prefeitura não tem alternativas de financiamento para aumentar os subsídios, que devem chegar a 1 bilhão de reais neste ano.