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Policiais civis protestam por maiores salários em SP

por Ricardo Rossetto — publicado 11/06/2013 18h38, última modificação 11/06/2013 19h32
Eles querem igualar o rendimento da categoria ao de funcionários de nível superior e uma reposição salarial de 70% para compensar as perdas da última década
Ricardo Rossetto
Protesto polícia civil - SP

Policiais civis se reuniram no vão-livre do Masp para protestar contra a desvalorização da categoria

Policiais civis de diversas cidades do Estado de São Paulo protestaram na tarde desta terça-feira 11 contra o não cumprimento de acordos realizados com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de melhorias para a categoria.A manifestação, que teve início às 15h e terminou por volta das 17h, ocupou todo o vão-livre do Masp e uma faixa da Avenida Paulista no sentido Consolação.

De acordo com o Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), 1.500 policiais e servidores estiveram no ato. Eles levaram um carro de som e seguravam faixas e cartazes, com frases de repúdio à política que consideram desvalorizá-los e desrespeitá-los.

Entre as reivindicações dos policiais, está igualar o salário deles ao de funcionários de nível superior. Com isso, o piso iria de 1.476 reais para 2.500 reais. A reposição salarial seria de aproximadamente 70% como forma de compensar a defasagem acumulada ao longo da última década para todas as carreiras policiais civis e o acolhimento da Lei Federal 51/1985, que trata da aposentadoria da categoria.

Para o presidente do Sipesp, João Batista Rebouças, o governo Alckmim é o inimigo número um da saúde, da educação e da segurança pública. “É um governo insensível e irresponsável. O estado mais rico da federação é o que paga o salário mais miserável aos servidores”, afirmou, convocando as categorias dos médicos e dos professores, presentes na manifestação. “Vamos unir os três setores e parar São Paulo”, disse.

“Participei de todas as negociações com o governo do PSDB, mas nunca vi algo como o governador Alckmin. Ele sucateou a polícia civil e não abriu espaço para diálogo”, protestou Aparecido Lima de Carvalho, o Kiko, presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste.

O presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo, João Xavier Fernandes, pediu que o manifesto chegue a todos servidores e a todas delegacias dos 645 municípios do Estado. "Antigamente, quem mandava no país era a política do café com leite. Agora, é a vez da polícia café com leite que vai fazer a revolução. São Paulo e Minas Gerais estão unidos nessa causa. O Alckmin não entende de segurança. Nós é que entendemos."

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que está em constante negociação e que nos últimos dois anos concedeu 27,7% de reajuste.

Uma assembleia geral foi agendada para o dia 5 de julho no pátio do Sindicato dos Bancários, para estabelecer uma pauta unificada da categoria que busca um diálogo com o governo. Dirigentes ameaçaram entrar em greve caso as reivindicações não sejam aceitas.