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MPL e outros movimentos fazem denúncia contra a PM-SP

por Piero Locatelli — publicado 29/08/2013 14h55, última modificação 06/06/2015 18h09
Diante da repressão do dia 13 de junho, movimentos sociais lembram que violência da Polícia Militar não é um caso isolado, mas prática comum
Flickr / Raphael Tsavkko Garcia

O Movimento Passe Livre e outros movimentos sociais apresentaram nesta quinta-feira 29  uma ação coletiva contra a Polícia Militar do Estado de São Paulo devido à repressão da realizada no dia 13 de junho, em ato contra o aumento da passagem de ônibus.

Os movimentos pedem a investigação do comandante das operações da Polícia Militar, tenente-coronel Ben Hur Junqueira Neto, por abuso de poder. Durante os protestos, ele admitiu a ocorrência das chamadas “prisões para averiguação,” como estavam sendo chamadas as detenções feitas no início do protesto de maneira arbitrária, por motivos como porte de vinagre, de bandeiras de partidos, máscaras e sprays.

Também foi apresentada uma representação para a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão devido aos indícios de que as ações de repressão foram coordenadas por órgãos do Governo do Estado de São Paulo.

Durante a apresentação da ação, os militantes enfatizaram que a opressão da PM feita naquele dia não foi um fato isolado, mas é constante na ação policial. “Essas prisões por averiguação, essas arbitrariedades, são a regra na periferia todos os dias, e não a exceção,” disse Danilo Dará, da organização Mães de Maio. “O que aconteceu naquele dia são fatos emblemáticos de uma violência bem maior que ela”.

Segundo Juliana Machado, do coletivo DAR (Desentorpecendo a Razão), o cerceamento ao direito de se manifestar também não é uma novidade. “Essa repressão que aconteceu nos protestos deste ano não começou em 2013. Em 2011, tivemos uma marcha da Maconha brutalmente reprimida pela Polícia Militar baseada em ordens judiciais”, disse Juliana.

Monique Félix, do Movimento Passe Livre, disse que a repressão daquele dia não foi o que aumentou as mobilizações, já que ela já havia acontecido outras vezes. “Toda vítima (dessa repressão) é uma vítima política, e todo preso é um preso político, por isso é preciso denunciar essa lógica”.

Além do MPL, do DAR e do Mães de Maio, assinam a ação coletiva Intervozes, Conectas, Comitê contra o Genocídio, Instituto Praxis, Associação Cristãos Pela Abolição da Tortura, Marcha Mundial das Mulheres, Uneafro, ITTC, Pastoral Carcerária, Pastoral da Juventude, Instituto Luiz Gama, Rede 2 de Outubro, Rede Rua, Margens Clínicas, Frente de Esculacho Popular.