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Sociedade

Dia de Lutas

Manifestações acabam em confronto no Rio e em SP

por Redação — publicado 11/07/2013 20h46
PM usou bombas de gás para dispersar manifestantes no centro do Rio e na região metropolitana de São Paulo

Os protestos convocados para esta quinta-feira 11 pelas maiores centrais sindicais do País acabaram em conflito entre policiais e manifestante em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na maior parte das outras cidades, as manifestações foram marcadas por bloqueios de rodovias federais e ocupações de prédios públicos.

No Rio de Janeiro, a Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para afastar cerca de 50 jovens que protestavam contra a prisão de um dos integrantes do grupo, na altura da Candelária, centro da cidade, no ato promovido pelas centrais sindicais. Alguns dos jovens, com os rostos cobertos, atiraram paus e pedras nos militares. O rapaz detido foi encaminhado para a delegacia. Várias pessoas ficaram com os olhos lacrimejando por conta das bombas lançadas pelos PMs e reclamaram do uso da força pelos militares do 5° Batalhão da Polícia Militar, responsáveis pelo policiamento na região central da cidade.

Um novo confronto voltou a ocorrer entre a Polícia Militar e manifestantes quando o protesto já chegava quase ao final, na altura da Avenida Almirante Barroso, perto do Clube Militar, na Avenida Rio Branco. Os policiais militares jogaram bombas de gás lacrimogêneo e centenas de manifestantes correram em direção à Avenida Chile. Uma nuvem de fumaça tomou a Rio Branco.

Os organizadores da passeata pediram do alto do carro de som para que as pessoas mantivessem o caminho normal até a Cinelândia, destacando que o movimento era pacífico. Mas, como não obtiveram êxito, voltaram a cantar o Hino Nacional com a finalidade de acalmar os ânimos. Quando a manifestação chegou à Cinelândia, os cinco carros de som usados pelos organizadores do movimento das centrais sindicais foram desligados.

Na esquina da Avenida Chile com a Avenida 13 de Maio, manifestantes colocaram fogo em material inflamável, em pelo menos três pontos do cruzamento. Muita gente seguiu para a Avenida 13 de Maio. De acordo com a PM, uma cabine da corporação instalada no Largo da Carioca foi depredada por um grupo de manifestantes.

Em São Paulo, a PM usou força contra manifestantes que bloqueavam os dois sentidos da rodovia Regis Bittencourt com pneus e madeiras incendiados no acesso ao Rodoanel, próximo a Embu das Artes, na região metropolitana da capital. Eram, segundo a PM, militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). A PM usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo e, no meio da confusão, duas pessoas foram atropeladas, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

Os atos desta quinta-feira foram comandado por cinco centrais sindicais – Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e União Geral dos Trabalhadores (UGT) – mas deve juntar também alguns movimentos sociais. Na lista de reivindicações estavam questões específicas, como o fim do Fator Previdenciário; jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial; e reajuste para os aposentados, mas também pautas genéricas levantadas pelas manifestações de junho, como mais investimentos em saúde, educação e segurança e transporte público de qualidade.