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Manifestação tem confronto no centro do Rio

por Redação — publicado 13/06/2013 22h37, última modificação 14/06/2013 10h29
Segundo a PM, 2 mil aderiram ao protesto que teve detidos. Segundo o governador Sérgio Cabral, os jovens foram presos "pela baderna"
Tânia Rêgo/ABr
manifestação centro do rio

A manifestação, convocada pelas redes sociais, reuniu estudantes e trabalhadores na Igreja da Candelária

A manifestação de estudantes e trabalhadores contra o aumento das passagens do transporte público no Rio de Janeiro foi marcada por conflitos nesta quinta-feira 13.

O protesto no centro da cidade começou por volta das 17h15 em frente à Igreja da Candelária, no centro do Rio. Cerca de três horas mais tarde, no entanto, passou a ser mais reprimido quando os manifestantes seguiram para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e um grupo começou a pichar as colunas do prédio com frases como “R$ 2,95, não” e “Fora, Cabral”.

Às 20h40, os manifestantes se sentaram no cruzamento das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas para bloquear o trânsito. Para dispersá-los, a Tropa de Choque da Política Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo e recebeu como resposta flores jogadas por alguns dos presentes. Um grupo ateou fogo a pilhas de lixos e entulhos que estavam nas calçadas e policiais jogaram bombas de efeito moral.

A tarifa aumentou de R$ 2,75 para R$ 2,95 no dia 1º de junho na capital fluminense. Segundo a Polícia Militar, cerca de 2 mil participaram do ato e 18 foram detidas. Dentre elas, um estudante de 18 anos foi preso suspeito de carregar uma granada caseira na mochila durante manifestação. Na delegacia da Lapa, no entanto, o jovem relatou que um policial militar havia colocado o explosivo dentro de sua mochila para incriminá-lo.

Segundo o governador Sérgio Cabral, os jovens foram presos "pela baderna": "Percebe-se que são jovens que não estavam ali para defender interesses públicos, mas sim para gerar um clima de confusão, de baderna." Questionado sobre a possibilidade de manifestações durante a Copa das Confederações, o governador afirmou: "Isso é um problema da segurança, não meu. Mas de tal forma que não haja conflito físico, porque não é legal isso. Já fui estudante, já participei de grêmio, já fui do Partido Comunista, já fui expulso de colégio por ser do partido, mas a gente tem que ter responsabilidade e respeito.”

*Com informações da Agência Brasil