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Indígenas sofrem com altas taxas de suicídio

por Redação Carta Capital — publicado 30/11/2011 17h57, última modificação 01/12/2011 19h12
Segundo a Unicef, a taxa entre as populações indígenas é quatro vezes maior do que no resto do País
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Índios protestam por direito ao uso de terra em áreas de conflito em Mato Grosso do Sul. Foto: Cimi

A taxa de suicído entre as populações indígenas do Brasil é quatro vezes maior do que no resto do país, segundo pesquisa veiculada pela Unicef nesta quarta-feira 30 de novembro.

Mato Grosso do Sul e Amazonas concentram cerca de 81% dos casos de suicído do país. No primeiro, as taxas são 34 vezes maior do que a média nacional. O valor sobe ainda mais entre os jovens. O Brasil tem cinco casos de suicídio a cada cem mil habitantes; entre os jovens indígenas de MS, esse número chega a 446 casos para cada cem mil.

 

Assim, enquanto o Brasil tem uma das taxas mais baixas de suicídio da América Latina, essa relação se inverte quando se trata das populações indígenas. O estudo aponta que a discriminação sofrida pelos indígenas, assim como mudanças substanciais em seu entorno, como expansão das cidades e a especulação fundiária, como algumas das causas que levam a esses altos índices. Além disso, os jovens sentem-se impotentes para mudar a situação de suas comunidades.

Apenas em 2008, houve 17 suicídios no município de Amambia, onde vivem os Guarani Kaiowá. Destes nove eram adolescentes. Na cidade de Dourados, também no Mato Grosso do Sul, foram 25 no mesmo período. Oito eram adolescentes.