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Sociedade

Violência

Morto de maneira brutal, homossexual é encontrado no centro de São Paulo

por Redação — publicado 16/01/2014 18h54
O adolescente Kaique Augusto foi encontrado com marcas de espancamento e sem os dentes. A família desconfia de que tenha ocorrido crime de homofobia
Reprodução Facebook
Kaique

Detalhe do evento no Facebook "Ato por justiça no Caso Kaique e pela criminalização da homofobia e transfobia"

No dia 11 de janeiro foi encontrado na Avenida Nove de Julho, no Centro de São Paulo, o corpo do adolescente Kaique Augusto, de 16 anos. O rapaz havia ido a uma festa na região da Praça da República e estava desaparecido até terça-feira 14, quando foi identificado no Instituto Médico Legal. Segundo relatos da família, Kaique estava desfigurado, com marcas de espancamento, sem os dentes e teve a perna transpassada por uma barra de ferro.

Amigos que acompanhavam Kaique contaram para os familiares da vítima que o rapaz se perdeu em uma festa chamada PZA, próxima à região do Largo do Arouche, e não foi visto saindo do local com outra pessoa. O boletim de ocorrência notificou a morte como suicídio, o que causou estranhamento à família da vítima.

Segundo entrevista dada por sua irmã ao site R7, Tayna Chidiebere, de 19 anos, “Kaique era muito querido e vivia cercado de amigos”. A desconfiança é de que o crime tenha sido motivado por homofobia, mas não há testemunhas ou provas para confirmar. “Esse é o problema. A gente não estava com ele. Se esse caso for fechado como suicídio eu vou fazer uma baderna na polícia, porque não foi suicídio. Eles são a polícia, são mais experientes do que a gente. Não é possível (...). Preciso saber onde o corpo do meu irmão foi encontrado, porque se a polícia não vai atrás de imagens, eu vou. As únicas pessoas que estavam com ele antes dele morrer não sabem de nada.”

Em seu Facebook, Tayna pede ajuda de outras pessoas que estiveram na região nos dias do acontecimento para obter provas. “Conversamos com centenas de pessoas pelo face e por telefone e a maior suspeita é que tenha sido um grupo de skinheads, mas isso foi comentário aleatório de pessoas que estavam na região. Não há nada concreto”, escreveu a irmã, que chegou a ouvir de um policial que o irmão “deveria estar na casa de algum amigo, já que ele era homossexual."

Amigos e ativistas contra a homofobia marcaram um ato para esta sexta-feira 17, a partir das 18h30. Eles relacionam a morte a crimes de ódio e pretendem protestar da Coordenadoria de Diversidade até as proximidades da Câmara Municipal de São Paulo. Para mais informações, consultar a página do evento.

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