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Violência

Haitianos atacados têm projétil alojado no corpo

por Redação — publicado 10/08/2015 17h05, última modificação 10/08/2015 17h11
Dois dos seis feridos no último dia 1º devem passar por cirurgia para remover as balas de chumbinho
Alexandre Moreira/A2 Fotografia
Nossa-Senhora-da-Paz

Escadaria da Paróquia onde quatro imigrantes haitianos foram baleados

Após serem feridos nas pernas e na região do quadril por balas de chumbinho na tarde de sábado 1º, três dos seis imigrantes haitianos atendidos pelo Hospital Municipal do Tatuapé retornaram à unidade para uma reavaliação nesta segunda-feira 10.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Athice Luc, atingida por um projétil na perna direita, foi medicada com antibióticos e deve retornar na semana que vem para uma nova avaliação. Hudson Phohet e Michelet Saint Louis também passaram em consulta e os médicos solicitaram exames pré-operatórios para a remoção das balas.

Os outros imigrantes feridos não poderão passar pela cirurgia porque os projéteis estão alojados em áreas sensíveis do corpo.

A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por xenofobia. De acordo com as vítimas, eles estavam na escadaria da Paróquia Nossa Senhora da Paz, na Baixada do Glicério, centro de São Paulo, quando um carro cinza com quatro ocupantes parou em frente aos quatro imigrantes.

Antes de atirar, um deles teria gritado: "Haitianos, vocês roubam nossos empregos!". No mesmo dia, outros dois foram baleados na rua do Glicério.

Paolo Parise, padre à frente da Paróquia, que abriga os imigrantes recém-chegados à cidade, conversou com algumas das vítimas na sexta-feira 7 e afirmou que um membro da Embaixada do Haiti deve vir a São Paulo para conversar com os feridos.