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Sociedade

Após protestos

Haddad e Alckmin anunciam redução da tarifa para três reais

por Redação — publicado 19/06/2013 18h14, última modificação 19/06/2013 18h39
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) também recua e leva a tarifa de volta para R$ 2,75

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciaram no início da noite desta quarta-feira 19 a redução da tarifa de ônibus, metrô e trem de R$ 3,20 para R$ 3. O anúncio ocorre após seis protestos chamados pelo Movimento Passe Livre nas últimas duas semanas, que reuniram milhares de pessoas.

O prefeito e o governador anunciaram a redução após reunião no Palácio dos Bandeirantes. Com a decisão, a tarifa volta ao patamar que estava antes do início do mês.

Segundo o governador, "as empresas não tem como arcar com essa diferença" e por isso o dinheiro virá dos cofres públicos. Haddad disse esperar que o diálogo se restabeleça em São Paulo. O prefeito disse que o orçamento da cidade terá de ser "repensado à luz dessa nova realidade" e que agora terá de "explicar as consequências desse gesto".

Haddad confirmou que a redução foi realizada em coordenação com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), que anunciava a revogação das passagens ao mesmo tempo.

Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), também confirmou no início da noite a redução dos preços das passagens na segunda maior cidade do País. A tarifa vai voltar dos R$ 2,95 anunciados para os R$ 2,75 anteriores. Assim como ocorrerá em São Paulo, no Rio de Janeiro os cofres públicos vão arcar com a redução dos preços. "Essa redução nos transportes irá acarretar menos investimentos em outras áreas da Prefeitura", afirmou. "Se prolongarmos a redução, o custo anual para a Prefeitura pode chegar a 500 milhões de reais anuais. São escolhas, opções e prioridades, tudo é um sinal de respeito às manifestações democráticas."

Paes rejeitou a violência empregada por alguns manifestantes, mas insistiu ao dizer que seu ato era em deferência às manifestações. "Fizemos a suspensão visando o bem comum, em um ambiente democrático que é uma dura conquista do povo brasileiro", afirmou Paes. "Temos dado muito ouvido àqueles que fazem suas manifestações - é um direito da população", disse.