Você está aqui: Página Inicial / Sociedade / Grupo de publicitárias lança Cerveja Feminista

Sociedade

Machismo

Grupo de publicitárias lança Cerveja Feminista

por Redação — publicado 20/02/2015 17h46, última modificação 20/02/2015 19h16
Ideia nasceu em resposta às propagandas de cervejas, mas objetivo é fomentar discussão sobre o assunto
Divulgação
Cerveja Feminista

A cerveja se posiciona como "para homens e mulheres" em busca de desfazer mitos sobre o feminismo

Inspiradas pelas recentes polêmicas envolvendo anúncios de cerveja em função do cunho machista, um grupo de publicitárias resolveu lançar a Cerveja Feminista. Isso porque, durante o Carnaval, a Skol divulgou uma campanha publicitária que gerou críticas por tratar as mulheres sem opinião própria e à mercê dos homens.

“A partir da polêmica com a Skol, a gente tem falado muito sobre propagandas machistas de cerveja. É claro que isso tudo não começou na semana passada. São décadas vendo mulheres sendo tratadas como objeto em propagandas. Por isso mesmo, o assunto não pode acabar só porque a Skol se retratou”, explica Maria Guimarães, publicitária que junto com Thais Fabris e Larissa Vaz criaram o produto.

A campanha da cerveja em questão trazia frases como “Esqueci o não em casa”, “Topo antes de saber a pergunta”, entre outras, espalhadas em outdoors na cidade de São Paulo. A reação e intervenção de grupos fez com que a marca retirasse a campanha das ruas.

Produzida de forma artesanal, a cerveja será do tipo irish red ale e terá preço de custo, 14 reais. “Foi o jeito que a gente achou para colocar o feminismo na mesa. A gente não quer vender cerveja. A cerveja é um modo de levar nosso produto que é a discussão”, complementa Maria. O produto poderá ser adquirido por meio do site da marca, após os interessados cadastrarem seus dados pessoais.

A ideia é a primeira iniciativa do coletivo 65 | 10, que pretende repensar a publicidade para mulheres, tanto dentro das agências quanto nas campanhas. O nome faz referência a dois números: “os 65% das mulheres que dizem não se identificar com a forma como são retratadas na publicidade e os menos de 10% de mulheres no departamento de criação das agências brasileiras”.