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Jovens são mais críticos ao poder público

por Redação — publicado 28/06/2013 17h26, última modificação 29/06/2013 14h56
Pesquisa mostra que faixa entre 18 e 30 anos deu notas piores aos governos em comparação com as pessoas entre 45 e 60 anos
Fernando Frazão/ABr
eleitorado

33% do eleitorado é composto pela faixa entre 18 e 30 anos

A pesquisa Brasil em Perspectiva 2013, realizada pelo Instituto Data Popular, mostrou que os gerações responsáveis pela organização das manifestações em diversas cidades do Brasil são mais rígidas ao avaliar o poder público em comparação com as gerações dos protestos pelas Diretas Já, no início dos anos 1980.

Na participação política, os mais velhos avaliaram pior os serviços públicos. Em sua visão, todas as áreas questionadas (saúde, educação, segurança e transporte) receberam menores notas do que no entendimento dos mais jovens. Entretanto, na avaliação do poder público, eles foram mais benevolentes, enquanto os mais jovens se mostraram mais críticos e deram menores notas para as três esferas do Executivo – municipal, estadual e federal (confira os números no gráfico).

Segundo o Data Popular, o nível de instrução das gerações mais novas também é maior. Em média, os entrevistados entre 18 e 30 anos registraram 9,55 anos de estudo, contra os 5,41 anos na faixa entre 45 e 60 anos. Uma diferença de 77%.

A porcentagem que completou o ensino médio na parcela mais velha analisada pela pesquisa é de 14%, contra 39% dos mais jovens. E a quantidade de pessoas sem instrução entre 45 e 60 anos é cinco vezes maior que a dos entre 18 e 30 anos.

Segundo a pesquisa, a gama de pessoas entre 18 e 30 anos representa 33% do eleitorado nacional. Com melhores níveis educacionais, eles ocupam áreas nos postos de mercado de trabalho que exigem menos esforço físico e mais raciocínio lógico, particularmente no comércio e em escritórios. Em contrapartida, o perfil dos trabalhadores da faixa mais velha se concentra em profissões na área doméstica em geral, na construção civil e na indústria.

O Data Popular entrevistou 1.502 pessoas em 100 cidades do País.