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Sociedade

Copa das Confederações

Final é marcada por protestos dentro e fora de campo

por Redação — publicado 30/06/2013 21h40
Houve manifestações nos arredores do Maracanã e também durante a cerimônia de encerramento da competição
Tomaz Silva/ABr
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Polícia e manifestantes entraram em confronto no Rio de Janeiro, na final da Copa das Confederações

A final da Copa das Confederações neste domingo 30 foi marcada por protestos dentro e fora do Maracanã, palco do evento. Dentro do estádio, o Brasil venceu a Espanha por 3 a 0, enquanto do lado de fora manifestantes e a polícia entraram em confronto.

Cerca de 5 mil manifestantes participavam da mobilização nas vizinhanças do estádio, em um protesto inicialmente pacífico. Por volta de 18h30, um grupo rompeu o isolamento feito pela polícia próximo ao estádio e a PM lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispensar a multidão.

Houve confronto com a polícia e o clima ficou tenso após manifestantes arremessaram objetos, como latas e pedras, nos policiais, que revidaram com bombas de gás e spray de pimenta para dispersar o grupo, que veio da Praça Saens Peña.

O conflito provocou corre-corre no local. Em pânico, grande parte dos manifestantes saiu correndo em direção à Praça Saens Peña. O veículo blindado da Polícia Militar, conhecido como Caveirão, também chegou a lançar bombas.

Torcedores dentro do estádio do Maracanã sentiram os efeitos do gás lacrimogêneo, usado do lado de fora. O gás também atingiu voluntários e seguranças nos acessos ao estádio.

Quase 11 mil policiais (6 mil policiais militares, mais integrantes da Força Nacional, a Polícia Federal e Civil e a Guarda Municipal) decretaram um perímetro de segurança em torno do estádio para garantir o evento.

Protestos em campo

Na cerimônia de encerramento da competição, antes do início do jogo, dois dos dançarinos mostraram uma faixa de protesto. Os figurantes participavam de uma apresentação musical e usavam uma fantasia de bola. Eles estavam agachados no campo dentro da fantasia.

Quando se levantaram, ergueram uma mensagem rapidamente arrancada por seguranças. O texto dizia: "Imediata anulação da privatização do Maracanã".

Com informações AFP e Agência Brasil

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