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Expectativa de vida no Brasil aumenta 11,24 anos entre 1980 e 2010

por Redação — publicado 02/08/2013 11h29
Levantamento do IBGE mostra que mulheres tiveram melhores resultados que homens. Brasil ocupa o 91º lugar no ranking da ONU sobre expectativa de vida
Marcello Casal Jr. / ABr
Criança

Expectativa de vida no Brasil aumenta 11,24 anos entre 1980 e 2010

A expectativa de vida dos brasileiros aumentou 11,24 anos entre 1980 e 2010. O crescimento entre as mulheres ficou em 11,69 anos, enquanto entre os homens a elevação atingiu 10,59 anos. Os dados são da pesquisa Tábuas de Mortalidade 2010 – Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, divulgada nesta sexta-feira 2 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado de 2010, o Brasil ocupa o 91º lugar no ranking da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre expectativa de vida. O Chile está na 34ª posição e a Argentina, na 59ª. No grupo Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o país fica atrás apenas da China (70º). Depois do Brasil, estão Rússia (134º), Índia (149º) e África do Sul (179º).

No período analisado, a Região Nordeste foi a que apresentou maior aumento na expectativa de vida. Em 1980, o nordestino tinha a taxa mais baixa do país (58,25 anos). Três décadas depois, essa média subiu 12,95 anos e chegou a 71,20 em 2010.

De acordo com o IBGE, esse crescimento ocorreu devido ao aumento de 14,14 anos na expectativa de vida das mulheres da região, que passou de 61,27 anos para 75,41.

Segundo o gerente de Componentes de Dinâmica Demográfica do IBGE, Fernando Albuquerque, a aplicação mais eficaz de programas sociais e de projetos de distribuição de renda favoreceram as melhorias na região. “Houve aumento na qualidade de atendimento de pré-natal, transferência de renda pelo Bolsa Família e melhor instrução. O programa Saúde da Família não [previne a mortalidade apenas na infância], mas em todas as faixas de idade. São programas importantes.”

A elevação da expectativa de vida entre as mulheres foi o fator que favoreceu também o resultado do Rio Grande do Norte, que apontou a maior elevação entre os estados da região (15,85 anos). Lá, a taxa das mulheres ficou em 17,03 anos.

O pior resultado de crescimento entre as regiões foi no Sul (9,83 anos). Apesar disso, a área ainda registra as mais altas taxas de expectativa de vida do País. Em 1980, era de 66,01 anos, a mais elevada daquele ano. Em 2010 atingiu 75,84 anos, também a maior. “Os níveis de mortalidade já eram mais baixos. Os aumentos ocorreram, mas com menor intensidade. Essas expectativas de vida já eram elevadas”, diz o gerente.

A segunda região a apresentar maior crescimento nos 30 anos compreendidos entre 1980 e 2010 foi a Centro-Oeste com elevação de 10,79 anos (de 62,85 para 73,64 anos). Em terceiro ficou o Sudeste que teve elevação de 10,58 anos (de 64,82 para 75,40 anos). A quarta foi a região Norte, que passou de 60,75 para 70,76 anos, representando um aumento de 10,01 anos na taxa.

Na avaliação de Albuquerque, no Norte, a dificuldade de acesso aos programas sociais impediu um desempenho melhor. “Os programas sociais existem, mas há uma maior dificuldade em função da extensão da região e dificuldade de acesso. São populações ribeirinhas, onde o indivíduo tem de viajar vários dias para chegar a um posto de saúde.”

A pesquisa analisa resultados sobre a esperança de vida por sexo e compara informações sobre as regiões do país e dos estados. O trabalho utiliza dados do Censo Demográfico 2010, das estatísticas de óbitos obtidos no Registro Civil e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do ministério da Saúde para o mesmo ano.

Com informações Agência Brasil

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