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Câmara do RJ aprova plano de carreira de professores

por Redação — publicado 01/10/2013 20h26, última modificação 01/10/2013 20h35
A votação foi marcada por brigas no Plenário e confronto entre policiais e manifestantes do lado de fora
Tomaz Silva/ABr
Rio de Janeiro

Polícia usou bombas de efeito moral contra manifestantes na Cinelândia

Em meio a uma sessão tumultuada, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou na noite desta terça-feira 1º o plano de carreira dos professores na capital. O texto passou em duas votações e pode ser sancionado pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), mas um grupo de vereadores ameaça entrar na Justiça para suspender a sessão.

O projeto do plano de carreira é combatido pelo Sindicato dos Professores do Rio, que pedia a retirada do texto da pauta. Diante da reivindicação, vereadores da base do governo e a secretária de Educação, Claudia Costin, passaram a afirmar que 29 emendas resolveriam os problemas apontados pela categoria. As mudanças, entretanto, não foram claras e os professores acusaram os vereadores de realizarem sessão falsas para fazer andar o projeto.

Nesta terça-feira, o clima era de tensão dentro e fora da Câmara. Do lado de dentro, nove vereadores se retiraram após a primeira votação do plano de carreira. Eliomar Coelho, Jefferson Moura, Paulo Pinheiro, Renato Cinco (todos do PSOL), Theresa Bergher (PSDB), Leonel Brizola Neto (PDT), Márcio Garcia (PR), Verônica Costa (PR) e Reimont (PT) foram tentar acalmar os ânimos do lado de fora da Câmara e cogitam entrar na Justiça para tentar anular a sessão. A alegação do grupo é que a sessão desta terça não foi aberta ao público, como determinam as regras da Casa, e que portanto a votação é inválida.

Durante a segunda votação, o vereador Leonel Brizola Neto (PDT) subiu na mesa do presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB), e tentou tirá-lo da cadeira. Brizola Neto foi retirado por seguranças e passou na mal na saída, ao tentar resistir.

Violência

Fora da Câmara, a tensão era ainda maior. Durante a votação, muitos que encerravam o expediente nos escritórios do centro do Rio de Janeiro permaneceram nos prédios por causa do forte cheiro do gás lacrimogêneo lançado pelos policiais militares contra professores e black blocs que protestavam contra a votação do plano de cargos e salários.

Para dispersar a multidão que se aglomerava em frente ao Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal, a Polícia Militar usou bombas de efeito moral, spray de pimenta e cassetetes. Os manifestantes se espalharam, mas aos poucos se reorganizaram e voltaram a se concentrar nas proximidades do Legislativo.

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