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Sociedade

Federal de Rondônia

Em greve, professores recebem carta com ameaças

por Felipe Milanez publicado 17/11/2011 17h19, última modificação 17/11/2011 17h19
'Muita água ainda pode rolar... Segue alguns nomes que podem descer na enchente do rio', diz mensagem recebida por docentes da Unir
rondonia

Professor é reprimido por policiais a paisana durante protestos na universidade em Rondônia

 

Segue tensa a situação dos professores grevistas da Universidade Federal de Rondônia (Unir), em greve iniciada em 14 de setembro (65 dias). Depois da prisão do professor de história Valdir Aparecido de Sousa, em 21 de outubro (Veja o vídeo AQUI), do atentado com uma pedra contra um outro professor e a prisão, logo em seguida, de dois alunos que distribuíam panfletos contra o reitor Januário Oliveira Amaral, o mais recente ato de intimidação foi um bilhete deixado em vários locais da universidade, contendo ameaças a professores e alunos, encontrado na quarta-feira 16 de novembro.

O bilhete foi impresso em folhas A4, cortados a mão e espalhados por vários locais. Pelo menos três professores receberam o aviso em suas caixas de documentos. A mensagem é clara: "Não adianta contar vitória antes do tempo. Muita água ainda pode rolar... Segue alguns nomes que podem descer na enchente do rio" (sic).

Os grevistas afirmam que há uma sindicância do Ministério da Educaçãoem Porto Velho, apurando as denuncias contra o reitor.

"Todos os professores citados são grevistas e atuam diretamente escrevendo ou procurando provas contra o Januário e seus amigos. E os alunos são os mais combativos", afirmou um dos líderes da greve, que pediu para não ser identificado.

Um dos nomes citados no papel da ameaça é um professor identificado como Fabrício, de Rolim de Moura. Foi ele quem teve uma pedra atirada contra o seu carro, contendo outro bilhete de ameaça. "Nessa mesma tarde em que foi distribuído o bilhete, uma aluna, quando saia de casa, foi surpreendida por um carro preto, fechado no vidro fumê, com pessoas encapuzados que gritaram para ela dizendo que essa aluna iria morrer", afirma o mesmo professor.

Os grevistas acreditam que a intensificação das intimidações se dá em razão da presença em Porto Velho da imprensa e da comissão de sindicância.