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Detenções marcam terceiro protesto do Movimento Passe Livre em uma semana

por Redação — publicado 12/06/2013 08h36, última modificação 12/06/2013 10h15
Dos 20 detidos na manifestação de terça-feira 11, dez foram presos sem direito a fiança; grupo reivindica diminuição dos preços das passagens de ônibus, trens e metrô
Mídia NINJA
MPL

Protesto é puxado pelo MPL, mas reúne também militantes de partidos como PSTU, Psol e PCO

O terceiro protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo foi marcado por confrontos entre policiais militares e manifestantes que reivindicam a diminuição dos preços das passagens de ônibus, trens e metrô. Do total dos 20 detidos na noite de terça-feira 11, dez não têm direito a fiança. De acordo com a Polícia Civil, eles foram presos por danos ao patrimônio e formação de quadrilha. O protesto é puxado pelo Movimento Passe Livre (MPL), mas reúne também militantes de partidos de esquerda, como PSTU, Psol e PCO, representantes de outros movimentos sociais, punks e anarquistas.

Manifestantes usaram lixeiras e pedras para destruir as vidraças de uma agência bancária na Rua Tabatinguera, próxima à Praça da Sé. Na Rua Silveira Martins, o diretório do PT também foi apedrejado. A Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) usou bomba de efeito moral para dispersar os manifestantes, após o confronto no terminal de ônibus do Parque Dom Pedro. Grande parte dos participantes do ato subiu para a Avenida Paulista.

A manifestação teve início, no fim da tarde de terça-feira, com uma concentração no fim da Avenida Paulista. Depois saiu em passeata pela Rua da Consolação. Em seguida, os participantes bloquearam a Avenida Radial Leste, pegaram a Avenida Liberdade, passando pela Praça da Sé. Na Avenida Rangel Pestana, um pequeno grupo apedrejou e queimou um ônibus elétrico que estava estacionado. No Parque Dom Pedro, eles foram impedidos pela polícia de entrar no terminal de ônibus.

Novos protestos

A ação de terça-feira é a terceira organizada pelo MPL no período de uma semana. O grupo marcou um novo ato para a próxima quinta-feira 13.

Em comunicado, o movimento informou ter pedido uma audiência com o prefeito Fernando Haddad para negociar a reversão do reajuste de três reais para três reais e vinte centavos na tarifa dos ônibus, que entrou em vigor na semana passada. As passagens de trem e metrô também sofreram o mesmo reajuste, mas são de competência do governo estadual. “O MPL não é o dono das mobilizações contra o aumento. Esta é uma luta ampla e popular com uma reivindicação única, clara e simples: a redução da tarifa de ônibus de três reais e vinte centavos para três reais. É isto que exigem as pessoas que saem para protestar nas ruas”, diz o texto.

*Com informações da Agência Brasil