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Sociedade

De zero a dez

por Cynara Menezes — publicado 01/12/2011 11h15, última modificação 02/12/2011 11h19
O Brasil continua a fracassar, apesar dos claros avanços nas últimas duas décadas. Mas ainda é possível erguer um sistema público universal e de qualidade
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O Brasil continua a fracassar, apesar dos claros avanços nas últimas duas décadas. Foto: Ed Viggiani/AE

Embora os avanços sejam inegáveis nas últimas duas décadas, a educação brasileira continua a exibir indicadores pavorosos. Um levantamento do Unicef divulgado na quarta-feira 30 revela um dos graves problemas: um quinto dos jovens entre 15 e 17 anos está fora da escola. Entre quem tem de 6 a 14 anos, o porcentual é de apenas 3%.

Os maiores problemas estão no setor público, ainda que o ensino privado muitas vezes não passe de uma miragem: paga-se caro por uma educação medíocre, abaixo da média da maioria das nações, mesmo aquelas de renda semelhante à do Brasil. Quase quatro décadas de abandono do ensino público criaram nos cidadãos uma ojeriza ao sistema.

Uma pesquisa feita neste ano pelo instituto DataPopular, especializado nos hábitos de consumo das classes C, D e E, revela que 89% da chamada “nova classe média” considera a educação a melhor estratégia para a ascensão social. Para 66%, a prioridade é a educação dos filhos. Para 57% deles, a escola pública tem piorado em termos de qualidade.

 

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