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Anapu

Continua tensa a situação em assentamento onde morreu missionária

por Radioagência NP — publicado 20/01/2011 10h17, última modificação 20/01/2011 10h18
O clima entre madeireiros e trabalhadores rurais do assentamento Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança piorou nesta semana

O clima entre madeireiros e trabalhadores rurais do assentamento Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança piorou nesta semana
Por Danilo Augusto*
Mais uma vez o Ministério Público Federal do Pará (MPF) pediu ao secretário de Segurança Pública do estado que envie reforço policial para o município de Anapu.  O clima entre madeireiros e trabalhadores rurais do assentamento Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança piorou nesta semana. Para evitar a invasão e extração ilegal de madeira por parte dos madeireiros, os assentados mantém bloqueada, desde a última quarta-feira (12), a estrada que dá acesso ao Projeto. O Projeto Esperança é o local onde foi assassinada a missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005.
Em reunião que acontece nesta terça-feira (18), os assentados terão um encontro com a superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Santarém, Cleide Antonia de Souza. Os assentados exigem a colocação de guaritas de segurança nas entradas do assentamento. Para o Procurador da República do Pará, Bruno Gutschow, somente a guarita não é suficiente. Mesmo achando a proposta positiva, ele afirma que o local deve ser mais fiscalizado pelo governo.
“Em nossa opinião deveria até ter um posto do Ibama. Isso deve acontecer dada a quantidade de madeira que é retirada de lá, de forma criminosa e com danos ambientais de grande repercussão. Enquanto isso, o indício de confronto ainda existe.”
Na última semana, também a pedido do MPF, a Secretaria de Segurança Pública do Pará enviou homens da Polícia Militar para o local. Os policias flagraram a derrubada ilegal de árvores e até apreenderam um caminhão carregado de toras retiradas ilegalmente, mas ninguém foi preso.
De acordo com informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT), nesta semana os madeireiros voltaram ameaçar os assentados.

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