
O temor espalhado pelos traficantes entre a população carioca deu carta-branca à reação do poder público. Por Mauricio Dias. Foto: Marcos de Paula/AE
O temor espalhado pelos traficantes entre a população carioca deu carta-branca à reação do poder público
A sociedade só formula problemas que pode resolver. Às vezes, demora por falta de apoio social e político. Mas, quando é hora, ela resolve de qualquer maneira. Ocorreu em Canudos (1896) e assim pode ocorrer com cerca de duas centenas de traficantes cariocas que, na tarde da quinta-feira 25, transitaram em fuga da favela da Vila Cruzeiro para se refugiar no complexo de favelas do Alemão. Eram integrantes da facção Comando Vermelho reforçada por aliados.
Essa é uma área favelada, na zona norte da cidade, em grande parte da qual o poder público nunca apareceu. Vivia sob um cruel poder paralelo. O poder público só deu as caras, naquele mesmo dia, com a sua face mais temida pela população pobre: a polícia. Mais de 300 homens, apoiados por blindados e um grupo de fuzileiros navais da Marinha Brasileira, cercaram os traficantes, que, fortemente armados, esboçavam reação. Só a rendição evitaria um massacre.
Caso prevaleça essa insensatez, será sequência de um conflito antigo e, também, da resposta rápida do governo do estado às ousadas e violentas ações dos traficantes na capital e em outras áreas do estado. Um grande medo, alimentado no tempo e, no momento, pela transmissão ao vivo dos episódios da quinta-feira, atravessou de alto a baixo a população.
A atuação dos fuzileiros navais deixou o estado, indiscutivelmente, sob intervenção fede-ral pelos parâmetros constitucionais.
Não há explicação razoável para que não seja assinado o decreto interventivo que legalize a ação. A situação exige, a população quer, o governador do estado quer, o presidente da República quer. O que falta? Da forma como está sendo feita a intervenção, quem fica fragilizado é o presidente, sob o risco de crime de responsabilidade. Aí talvez conte com o beneplácito da oposição.
O argumento usado para justificar a presença dos fuzileiros navais é risível. Apenas transporta os policiais militares. Ora, quem está dirigindo os carros de combate e quem dá segurança são os fuzileiros. As Forças Armadas. No caso, a Marinha.
Será que alguém ainda se importa com a legalidade?
Transcrevo informação restrita que circulou, entre os dias 24 e 25, por e-mail, no meio empresarial do Rio de Janeiro:
“… o traficante FB (Fabiano Atanásio da Silva) do Complexo do Alemão (…) fechou acordo para que os traficantes daquela comunidade e do Vidigal se tornassem membros do Comando Vermelho (CV), fortalecendo assim o Comando Vermelho…”.
Segue: “…e, conforme as interceptações e informes de que o CV estaria orquestrando várias ações criminosas e terroristas no próximo fim de semana, solicito a todos que utilizem apenas veículos blindados e, se possível, evitarem sair na noite de sexta-feira e sábado”.
Esse grande medo, que dá frio na espinha dos cariocas, legitima qualquer ação do poder público. Uma perigosa carta-branca para agir. Como ocorreu em Canudos.
Alem da impropriedade e pressa na comparação com Canudos, o artigo não aborda a questão básica: O combate vai se limitar ao tráfico varejista? Banheira de hidro e piscina não conferem ao traficante o status de produtor ou intermediário entre o atacado e o varejo. Quem está por trás daqueles que, ao adquirir armamento e pagar propinas, pràticamente esgota o lucro com as vendas locais? Onde está a base do iceberg? A ponta está nas favelas.
A primeira favela do Rio, o chamado Morro da Favela ( uma planta comum naquele elevado), recebeu sobreviventes da Guerra de Canudos, mas já era habitada por ex-escravos. Depois o nome favela se generalizou e aquela se tornou a Favela da Providencia. Será por esta referencia histórica que tantos comentaristas estão falando em novo Canudos? A não ser que a população estivesse disposta a combater ao lado dos traficantes, predispondo a um massacre, a comparação é totalmente romântica (para usar um eufemismo) e faz uma transposição mecânica de análise de uma época para outra. O curso de jornalismo deveria aumentar seus créditos de História do Brasil. A leitura de Euclides da Cunha não é suficiente para entender as diferenças, embora seja fundamental como romance épico.
Desconfio que o que foi feito no Rio teve como causa o descontrole de um estado de equilíbrio entre a insensatez das Elites (que se viram finalmente prejudicadas com os atentados de rua) e o desvario de parte do Crime Organizado que achou que para o seu Poder não havia mais limites!!!!!!
Enquanto isso a Mídia Tapúia só mostra o acontecido pelas lentes da espetacularizacão…….e assim mesmo de baixa qualidade!!!!!!
Sinceramente, não entendi o motivo pelo qual os malfeitores não foram presos ou importunados pelas policias quando atravessaram da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão. Ademais se a única possibilidade dos bandidos lograrem êxito em fuga era saindo por ali, não seria um erro de estrategistas envolvidos nos planos. Papel de fundo: Porque não foram bombardeados naquela localidade no momento da fuga (pois estavam armados e longe de civis inocentes), se o que praticavam eram atos terroristas, no verdadeiro sentido da palavra. Muito importante: OS OUTROS ESTADOS DEVERIAM SEGUIR O EXEMPLO DO RIO E APROVEITAR O EMBALO E BOTAR PARA QUEBRAR EM CIMA DA BANDIDAGEM. DEMORÔ. Enfim parabéns a todos esses corajosos BRASILEIROS.
[...] em 25/11/2010: Violência no Rio: a farsa e a geopolítica do crime. Mauricio Dias, em 26/11/2010: Como em Canudos Plínio Arruda Sampaio, em 26/11/2010: Caçada na favela da Vila Cruzeiro Página 12, argentino, em [...]
o q me espanta nem é sua falta de envergadura pra falar do assundo mas a sua cara de pau de não citar o artigo da constituição q permite a intervenção militar.
EM CANUDOS (BA) O ESTADO FOI CRUEL ACABOU COM UMA CIDADE ONDE A MAIORIA ERA DE MULHERES E CRIANCAS… E A MENTALIDADE ERA OUTRA… HOJE, RIO, TINHA QUE SER FEITO OU ERA A TROCA DE PODER… O ELEITOR PELO IMPOSTO… FEZ-ME LEMBRAR DOS ANOS 1980 ITALIA CAÇA A MAFIA… VIVA O MEU PAIS… HOJE DIGO, BRASIL: AME=O OU DEIXE-O…
Resposta a Redação: O simples fato de ter colocado como titulo “COMO EM CANUDOS” já nos remete a um fato de uma das maiores injustiças cometida pelo estado e parece uma tentetiva de desqualificar essa ação no Rio, que eu considero um fato histórico, pois quando a polícia estão em Bairros como os Morumbis, Lagoas e Pampulhas da vida protejendo a elite, ninguém compara Antonio Conselheiro com Beira Mar.
E digo mais, sabemos que estas manobras não passam de treinamento, um upgrade de material bélico, para o estado e ao Governo Federal… Mas comparar com CANUDOS?!?!?!
Não há favelas, mas sim comunidades! Faveladas? Muito Respeito meu Senhor!!!
Sou de Brasília, lugar maior das criticas do país!!!
Canudos é a afirmação para lutarmos todos os dias!!!
Oh, Sr Mauricio, tira este sorriso!
Comparação infeliz!!!!
São “Noiados” que se acovardam, não ha respeito, muito menos idealismo, nem para homens bombas servem, ignorantes como a cultura deles!!!
Talvez o perigo seja este! Não respeitar a si próprio!!!
Estou atônito com Carta Capital, por 1 minuto pensei ter entrado na VEJA!!
Erik, não entendi. Você viu a quantidade e diversidade de opiniões sobre o tema?
Há grande diferença na Guerra de Canudos com essa do RJ.Aquela ocorrida no sertão tinha um objetivo:lutar contra a concentração de terras e buscava melhores condições pra sobreviver,pois a seca casticava os sertanejos.Porém,naquela época o governo a atacou ferrenhamente,pois o Governo via em Conselheiro um perigo para a Republica.Essa guerra atual é para combater o tráfico que destrói a vida de famílias há muito tempo e toma conta do país.OBS:é melhor o Sr Mauricio Dias estudar a história do Brasil.
Como se vê as coisas (entre setores da Elite e a Criminalidade) também continuavam sendo tratadas por cima, como de resto sempre ocorreu na nossa História!!!!!! É mole……?????!!!!!
Pô……., então o meio empresarial já sabia???????!!!!!!!
Barbaridade…….. tchê!!!!!!
Comparar os dignos,honestos,simples,humildes,corajosos,porém ingenuos homems e mulheres da sociedade de canudos com estes bandidos da pior especie,que são estes traficantes do Rio de Janeiro,é uma das mais aberrantes idiotices que eu ja li na minha vida.Antonio Conselheiro deve estar se movimentando no além.Sejamos mais coerentes.
Eu não costumo fazer comentários, mas diante dessas informações e comentários dos leitores publicadas pela Carta Capital (q eu adoro) está impossível ficar calado.
Primeiro, comparar Canudos ao Rio de Janeiro é demais! É um erro grosseiro que não leva em conta as particularidades de cada caso;
Segundo, executar traficantes e bandidos, e não investir na sua recuperação (eu não acho que a perda da liberdade vai fazer eles melhorarem, mas sim que eles aprendam e FAÇAM atividades, que beneficiem a sociedade) é um erro, pois não é assim que se acaba com a violência;
Terceiro, antes de fazer qualquer comentário, ou matéria, contra ou a favor, sobre algo que esteja acontecendo nas favelas (isso vale para o simplista do Plínio na outra matéria), vão visitá-las, ok? Melhor, vão morar em uma favela pra entender os moradores e qualquer coisa que aconteça lá. Mas se forem visitá-las, não vão só pra comprar maconha, ok?
Comparação no mínimo infeliz e ignorante.
Caros leitores.
Desculpem os erros abaixo corrigidos.
CORREÇÃO:
Onde se lê: dinâsmica
Leia:dinâmica;
Onde se lê: o e apoio
Leia:o de apoio;
Onde se lê: haveriam baixas
Leia:haveria baixas
Eu também não concordo com a comparação feita pelo autor do texto, canudo lutou contra a opressão dos coronéis que até hoje ainda temos naquela região, uma luta pela sobrevivência, contra a fome que assolava a população pobre, uma luta pra mim legitima.
No rio não, essa guerra de hoje é fruto do abandona do estado que nunca esteve presente na comunidade, e pelo pouco que entendo de nada valera essa guerra se depois de subir o morro o estado descer de novo.
Maurício.
Como Historiador ddevo lhe alertar que sua subreptícia ligação entre os atuais eventos no Complexo da Penha e Alemão e o conflito em Canudos é de um anacronismo tacanho. E só!!!
Dizer que “A atuação dos fuzileiros navais deixou o estado, indiscutivelmente, sob intervenção fede-ral pelos parâmetros constitucionais” é desconhecer que a realidade dinâsmica as vezes impõe necessidades emergenciais, sem macular a constituição, já que não houve lesão aos direitos e poderes constituicionais originários. O papel de polícia ficou com a polícia; o e apoio aos militares. Mas o direito de defesa é garantido a qualquer cidadão quando sob ataque, inclusive a você.
“Você também escreveu: Mais de 300 homens, apoiados por blindados e um grupo de fuzileiros navais da Marinha Brasileira, cercaram os traficantes, que, fortemente armados, esboçavam reação. Só a rendição evitaria um massacre.” De fato. Eles devem se render!!!! Lamento que as Forças de segurança tenham tido uma ótima oportunidade na cota que separa os dois complexos para realizar este cerco, longe de civis, quando os traficantes estavam com medo, exposto e em fuga desordenada. A operação foi mal planejada porque as tropas do governo não cobriram as rotas de fuga antes de iniciar a subida. Óbvio que haveriam baixas, mas quem pega em armas contra cidadãos não pode receber flores em troca! Mas é bem provável que um grande grupo do bando teria se entregue. Agora eles estão em terreno bem mais difícil de se conquistar. Mas não se preocupe. eles não serão massacrados porque são covardes. Vão se evadir sorrateira e disfarçadamente da área conflitada, largando tudo para trás. Você verá.
Mas permita-me cantarolar um trecho do saudoso Tim Maia, depois de ler seu opúsculo crepuscular: …”Eeee eeeu gostava tanto de vocêêê. Gostava tanto de vocêêê….”!
Concordo plenamente com os colegas internautas sobre a sua infeliz comparação entre os grupos de traficantes com a tragédia de Canudos. Foi como tentar misturar óleo e água, Serra e dignidade política, Lula e censura à imprensa.
qualquer pessoa negra e jovem que for alvejada, certamente falaram que era traficante. fica excluso apenas as senhoras de mais de 60 anos e crianças menores de 10 anos, por que se tiver mais, as elites vão invocar a redução da maioridade penal.
o cara não esta comparando os dois segmentos sociais não, estar comparando a possivel legitimidade do massacre social com uma invasão das tropas. ou voces acham que alguem se preocupa com a populaçao “favelada”!
SABE O QUE DEVERIAM FAZER? PEGUEM ESSES R$ 750,OO QUE PAGAM DE AUXÍLIO PARA AS FAMÍLIAS DOS DETENTOS E AUMENTEM O SALÁRIO DOS POLICIAIS, POIS O BANDIDO NÃO PENSA NA FAMÍLIA DE SUA VÍTIMA QUANDO DISPARA UM TIRO CONTRA A CABEÇA DE UM CIDADÃO.
Respeito a posição do autor,mas não aceito essa comparação, que é de uma infelicidade atroz.Os bravos sertanejos de Canudos lutaram até a morte,não para ter uma vida de playboy e de rei como os traficantes do Rio de Janeiro,mas ter uma vida com um mínimo de dignidade.
A revista e seus colaboradores possuem imenso prestígio e tenho grande afinidade com suas idéias, contudo, nesta cobertura da guerra no Rio, notei um viés acadêmico e descolado da realidade. Falar pelos moradores das favelas cariocas, como se eles não soubessem o que querem (iludidos)… revela uma enorme fragilidade de conhecimento sobre o que está de fato ocorrendo por lá.
Não sei se a comparação é de todo plausível, embora eu entenda bem o sentido em que ela aqui foi empregada: quando um grupo desestabiliza e amedronta a população o bastante para ela querer se livrar dele, o Estado ganha uma perigosa legitimação para, em nome da proteção e da segurança (duas palavras que, desde as antigas monarquias da Antiguidade, servia para justificar toda atrocidade), ultrapassar os limites da lei.
Mesmo assim, me parece um tanto inadequado comparar a situação do RJ com a de Canudos: a criminalidade não deriva só, se formos avaliar bem e sem uma ideologia “de cabresto”, da desigualdade social e da pobreza; já o desespero sonhador e ultrarreligioso que inspirou o movimento de Canudos foi com certza resultado da pobreza e da fome somada a uma cultura fortemente religiosa. Os alvos da violência do Estado (que, vamos logo ressaltar, nem sempre é ilegítima, pois é justamente no Estado que cabe o uso da força – ele detém o seu monopólio, contanto que seja legal) são bandidos, muitos deles certamente influenciados pela infância de pobreza, mas também por muitos outros fatores (desestruturação familiar, cultura que incita à violência e a “se destacar” pelo status da força, etc.).
E, não sejamos hipócritas, um dos fatores é exatamente que muitos desses criminosos são ambiciosos, egoístas e frios muito acima da média da população: eles matam e ameaçam principalmente os pobres que vivem próximos a eles, e não pessoas de outras classes, e são capazes de destruir famílias para fazer crescer um negócio no qual acreditam que vão obter status, mulheres e dinheiro. Em Canudos, a ilegitimidade era aterrorizantemente visível; no RJ, trata-se de manter um mínimo de equilíbrio, e não de ver ilegitimidade, por si só, no uso da violência que é ínsito a situações de verdadeira guerra urbana como a do RJ.
Márcio, é sempre bom saber que alguém zela pela legalidade. Mas creio que suas palavras são inoportunas porque o Rio precisa respoder rápido e esperar que a legalidade disso ou daquilo impeça o combate correto ao crime, é fazer gol contra!
Lamentável que em um momento como esse, em que a ação firme e rápida das autoridades se faz necessária seja iniciada uma discussão acerca da Constitucionalidade da ação. Ora, se a dignidade da pessoa humana – O SER HUMANO – é fundamento de nossa Ordem Constitucional não cabe discussão acerca do descumprimento da mesma. O que se tem, de fato, é a tomada de atitudes no sentido de não permitir que esse fundamento da ordem jurídica pátria se esvaia. Logo, o que temos é o efetivo cumprimento do Art. 1º, III da CF/88. Ademais, as ações tomadas nos últimos dias claramente se enquadram no cumprimento do Art. 1º, I o qual concede ao Estado a Soberania em nosso território, que pelas ações daqueles CRIMINOSOS estava da área afastada.
Eu acho que a comparação não procede. Em Canudos, o massacre pelo exército foi a mando dos poderosos oligarcas nordestinos contra uma população paupérrima que não teve alternativa à fome a não ser a revolta. Neste caso do Rio, é uma reação do governo a bandidos, na verdadeira acepção da palavra, por entender um pedido surdo de uma sociedade sitiada.
Esse Sr. Maurício Dias precisa voltar aos bancos escolares e aprender um pouco de história do Brasil. Comparar os rebeldes sertanejos de Antonio Conselheiro aos narcoterroristas de Marcinho VP e companhia nem merece adjetivo!
Não dá pra entender Maurício, vc admite o problema, critica de forma desconexa, fazendo uma comparação infeliz (para dizer o mínimo) e não aponta soluções alternativas que dêem aporte à sua crítica…
Estão preocupados com a imagem do Rio lá fora ao invés de corrigirem os problemas sociais do Rio e do país que são muito mais vergonhosos. Mas a incoerência dessa pressa em querer midiatizar e espetacularizar as coisas, esquecem que o país poderá gerar uma coisa pior do que Canudos, Carajás e Carandiru. Aí eu quero ver como é que vai de fato ficar a cara do Brasil lá fora, pois não há dúvidas de que ele será denunciado nas cortes internacionais de direitos humanos e ficar com o filme queimado para negociar nos foros multilaterais exatamente no momento que o mundo está em crise. Fica aí entrando na espetacularização da Globo e dos incitadores da violência desses programas policiais, esbravejando que bandido bom é bandido morto, porque de fato o prejuízo para o Brasil lá fora será de fato pior. O problema não é a imagem do Rio, que já está mal a muito tempo, o problema é a imagem do país que se coloca como Estado Democrático de Direito e, diante de uma emissora de tv que anestesia o povo e coloca seus comentaristas 24 horas para enfurecer, assustar e incitar a barbárie, pois agir dessa forma é agir pior que estes marginais. Em outras palavras, estão animalizando os ditos cidadão de bem com um sentimento de vingança barato, ou seja, apena vingança e nada de políticas sociais efetivas. Isso sim, será o fim do Brasil, serei a primeira a falar com o Alto Comissariado das Nações Unidas a ficar atento as ações do Rio no Alemão, se acontecer o que incitam para que aconteça, o Rio levará o país ao maior desrespeito aos direitos humanos deste país e td por agir no afã dos acontecimentos sem racionalidade. Mas espero realmente que isto não aconteça;pois não será apenas bom para o Rio, mas para o Brasil e suas instituições no respeito ao Estado Democrático de Direito e suas instituições.
Engraçado, me lembrei do episódio de Canudos hoje, curiosamente, apoiada pela sociedade e executada pelo Estado. O que está a me assustar é a incitação ao fascimo que está a ocorrer no Rio. Tenho medo disso, foi assim na Alemanha, antes de Hitler subir ao poder. Não estou a afirmar que isso ocorrerá no Rio, mas há um sentimento de fascismo se formando e sendo nutrido pelo pessoal da Rádio Globo, da CBN e por trás deste discurso, o Rio terá paz.
A resenha do livro “Elite da tropa” lança luz no problema (fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142006000300028&script=sci_arttext):”Se o contexto exige uma demonstração de força mais incisiva por parte do governo na área da segurança, é a polícia que exerce esse papel e sobre ela é que recaem tanto a pressão para um resultado “eficiente” quanto a responsabilidade por ações desastrosas. Se o resultado político da ação policial é positivo, a violência empregada é facilmente justificada, alegando-se a proporcionalidade no uso da força e a inevitabilidade das mortes. Todavia, essa violência não se aplica de forma homogênea à população, visto que as vítimas preferenciais são pobres e negras, “prováveis” traficantes; à elite branca, que alimenta o tráfico de entorpecentes, o tratamento dispensado é completamente diferente.Outro aspecto que se sobressai são os diferentes propósitos da truculência da polícia que ora funciona como procedimento de “limpeza social” para eliminar os bandidos, ora funciona como meio de resolução de disputas entre quadrilhas que têm policiais entre os seus integrantes. Entre as mortes causadas pela polícia, diariamente publicadas nos jornais, fica difícil identificar o que realmente é resultado de um confronto inevitável daquilo que é resultado de disputas que não atendem aos interesses civis democráticos. Tal “política de segurança” delineia um perfil violento às ações policiais, facilita a corrupção entre seus agentes, não pune o mau profissional e oferece ao bom policial no mínimo a opção de conivência. Qual é o resultado dessa lógica? A violência policial empregada nos morros, em princípio considerada eficiente, não rompe com a dinâmica do crime organizado cuja centralidade passa longe das favelas.Assustador é o fato de que o livro não remete apenas à situação da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. O caos na gestão dos recursos materiais e humanos no sistema de segurança e justiça criminal e a tênue fronteira entre o mundo da legalidade e da ilegalidade parecem ser a regra e não a exceção no contexto brasileiro.O desejo dos três autores é de que um dia a reconciliação entre a sociedade e polícia, que tem sua imagem e credibilidade tão desgastadas atualmente, seja possível. Para que esse processo se inicie, consideram necessário, primeiramente, encarar a verdade e reconhecê-la, sem hipocrisia, mesmo que seja pela mediação da ficção. No entanto, ir além da ficção e reconhecer essa verdade no nível institucional e social em busca de mudanças é o que parece ser o mais complicado, visto que o custo político e mesmo pessoal pode ser altíssimo. Os poucos que tentam se aventurar nessa direção são eliminados, derrubados ou desmoralizados. Enquanto isso, o cidadão comum figura como mero espectador prostrado diante dos eventos”.
Essa ação no Rio de Janeiro vai ter um final igual ao que foi visto aqui em São Paulo: 400 negros ou pobres mortos sem piedade para dar exemplo de quem manda no local. Depois tudo volta a ser como antes. Até quando o negro ou pobre nesse país continuará a morrer por causa de uma política ridícula de combate às drogas? crime organizado não existe em favelas, o que existe ali é um bando de jovens excluídos que buscam subir na vida pelo meio que lhes é oferecido. Mas quem nasce nos jardins nunca entenderá o que estou falando.
Lula e Cabral e o Congresso Nacional fecharão com chave de ouro os mandatos, se decretarem estado de guerra, e deixarem as policias e o exercito vasculharem e prenderem e se necessário matarem, todos os bandidos possíveis que estão no Rio de Janeiro. Todos nós somos produto do meio, mas ainda que o meio tenha feito isso com eles, as responsabilidades dos mesmos não são menores que a nossa.
Por muito que morram inocentes, será menor que o mal e as mortes que estes bandidos infrigem à pobre e trabalhadora população destes morros.
Acho estranho que surjam críticas quando alguem resolve reagir. Esquecem que as vezes temos que escolher entre um mal maior e outro menor. Que se dane o julgamento da história se seu ato é correto.
Cabras machos o Lula, Cabral e aquele secretário de segurança do Rio de janeiro. Palmas para estes heróis.
Não sei porque ainda perco tempo lendo esse palavrório esquerdista de que o Estado é o bicho-papão e que os traficantes são os `Hobin Hood` do séc. XXI.
É claro que a polícia e qualquer força pública deve agir dentro dos limites da lei, mas é inocência achar que o tráfico vai ser derrotado só instalando escolas, creches e postos de saúde nas favelas.
Falo isso porque já vive na pobreza, tendo que comer muitas vezes só arroz, e nem por isso deixei de estudar e fui pegar em armas para enriquecer com a míseria dos outros.
Traficante é bandido e bandido deve ser preso, se resistir, sofrerá com as consequências. Quanto à questão social? Ah, essa também terá que ser resolvida, mas convenhamos, a atual ação do Estado já é um grande avanço para enfraquecer essa chaga que é o tráfico de drogas.
Esquerdistas do Brasil! Uni-vos! e VÃO PARA CUBA PARA VER COMO O FIDEL TRATA QUE SIMPLESMENTE DISCORDA DELE!!!!!
Contraponto: de Luiz Eduardo Soares (http://luizeduardosoares.blogspot.com/): “Uma das fontes da degradação institucional das polícias é o que denomino “gato orçamentário”, esse casamento perverso entre o Estado e a ilegalidade: para evitar o colapso do orçamento público na área de segurança, as autoridades toleram o bico dos policiais em segurança privada. Ao fazê-lo, deixam de fiscalizar dinâmicas benignas (em termos, pois sempre há graves problemas daí decorrentes), nas quais policiais honestos apenas buscam sobreviver dignamente, apesar da ilegalidade de seu segundo emprego, mas também dinâmicas malignas: aquelas em que policiais corruptos provocam a insegurança para vender segurança; unem-se como pistoleiros a soldo em grupos de extermínio; e, no limite, organizam-se como máfias ou milícias, dominando pelo terror populações e territórios. Ou se resolve esse gargalo (pagando o suficiente e fiscalizando a segurança privada /banindo a informal e ilegal; ou legalizando e disciplinando, e fiscalizando o bico), ou não faz sentido buscar aprimorar as polícias. O Jornal Nacional, nesta quinta, 25 de novembro, definiu o caos no Rio de Janeiro, salpicado de cenas de guerra e morte, pânico e desespero, como um dia histórico de vitória: o dia em que as polícias ocuparam a Vila Cruzeiro. Ou eu sofri um súbito apagão mental e me tornei um idiota contumaz e incorrigível ou os editores do JN sentiram-se autorizados a tratar milhões de telespectadores como contumazes e incorrigíveis idiotas. Ou se começa a falar sério e levar a sério a tragédia da insegurança pública no Brasil, ou será pelo menos mais digno furtar-se a fazer coro à farsa”.
Existe uma diferença crucial quando se compara esse episodio ao de canudos, lá existiam pessoas que estavam tentando melhorar suas vidas sem violencia a outras pessoas. O que fizeram em Canudos não tem comparação…
Comparação infeliz assim como comparar a Dilma a Eurico Gaspar. Por isso, repito à esse colunista a manchete de uma das reportagens da Carta Capital dessa semana. “Recomenda-se estudar história”
O que o articulista propõe? Deixar tudo como está e dar carta branca aos bandidos… a bandidagem, sonhador articulista, será resolvida com enfrentamento, e, se necessário, com a legítima violência do Estado…
Olá Marcos Kobuchi. Sou historiador e já trabalhei com história comparada. É desafio muito grande. Poucos historiadores se esmeram nessa área por ser bastante complexa qualquer comparação. Sobretudo em épocas distintas. Daí advém as inúmeras críticas do público de carta capital. Só uma análise mais apurada para relacionar com certos aspectos científicos guerra de Canudos e ação dos policiais nas comunidades do Rio de Janeiro.
Percepção lúcida! Maurício e CC sempre surpreendem!São ótimos!
O medo gera violência..parabéns!
O mais interessante é o final da materia. Os ” meios empresariais cariocas” estavam avisados? por quem? pelos seus sócios nos morros?
Putz, a ingenuidade reina mesmo entre leitores da Carta Capital.
A comparação entre Canudos e a realidade atual eh simplesmente perfeita.
Saberiam vocês que a população da época via Canudos com os mesmos olhos que vocês vêem as favelas dominadas pelo trafico? Uma mentalidade elitista, preconceituosa e alienada a verdade.
Falamos muito aqui de imprensa golpista, mas nao percebem que ela existe há muito mais tempo do que pensamos. Uma mídia que apenas reprime e condena a pobreza.
Naturalmente, deixamos nos contaminar por essa arrogância. Nao caiam nessa, por favor.
É como disse o Guilherme às 11:07
“Não posso esquecer do então governador Moreira Franco (o que ele faz no governo Lula?) recebendo a alta cúpula do jogo do bicho no Palácio Guanabara.”
Mais uma vez o governo do PT, do presidente Lula/Dilma,
vem em socorro a este desgoverno do PMDB, do Sr Sérgio Cabral!
Antes o desgoverrno era do Sr Moreira Franco, de Garotinho, agora do seu Cabral.
Todos do PMDB.
Até quando as pessoas vão votar no PMDB?
PS: Professores da UENF estão a 5 anos sem reposição salarial!
Depois Cabral fala em priorizar educação – dá para acreditar?
Vejam http://aduenf.blogspot.com/
Realmente, uma comparação infeliz – e infundada historicamente. O Mauricio escreve bons textos, mas dessa vez pisou na bola ao comparar a situação do Rio com Canudos…
Teria sido melhor se não tivesse escrito esse artigo, uma viagem insólita. Entre outras dizer que o governador quer o presidente assine intervenção federal Essa é a última coisa que Cabral deseja. Seria o mesmo que assinar sua carta de rendição. Politicamente seria a pior coisa para ele.
Infeliz comparação com Canudos. Está parecendo editorial do Globo.
Lembrei de uma estorinha. Comprade vou caçar uma onça.O interlocutor pergunta -Mas se o tiro falhar? Ou corro. – Se onça lhe alcançar?. O compadre então resmunga. Você é amigo meu ou é amigo da onça?.
Não entendi o artigo
É tanta bobagem, tanta preocupação com a legalidade da reação (?), perspassada por uma ironia nada sutil, que debocha com o medo e o problema criado para a populção indefeza pela insensatez dos bandidos, que somente fizeram antecipar o que certamente teria que ser feito para inaugurar as obras do PAC em breve,onde se destaca o teleférico, já que seria impossível operar o sistema e dar suporte a este e os demais empreendimentos que estão sendo implantados, na área de lazer, saúde e educação, com tráfico presente dominando o Complexo do Alemão. Desculpe, mas é uma análise oportunista, sem sentido nem objetividade, que faz críticas destituída de amparo fáticos, que somente se presta para tumultuar, nada acrescentando para ajudar na solução do grave problema. O que é que tem Canudos, que foi lederado por um fanático religioso, combatido e exterminado covardemente por um truculento militar, com o que agora acontece, quando o Estado reage a uma odiosa e aucaciosa ação do tráfico com os meios que dispõe e os que a União lhe ofereceu. Ainda aventa ameaçar o Presidente Lula e insuflar o Congresso. Para que, e em proveito de quem?
Realmente, há uma diferença enorme entre os massacrados de canudos que lutavam por uma vida melhor no sertão e os traficantes dos morros cariocas que querem ter uma vida de rei nas brechas do sistema capitalista. Mas acho a carta branca ao que estado vier a fazer é perigosíssima. Por exemplo, há acordo de mandar quem for preso aos presídios federais de segurança máxima. Onde está o direito ao contraditório e ao julgamento? Qtos serão “mortos em combate” com tiro na nuca?
Esse cuidado é necessário para não fazer da ação policial carnificina, como querem os leitores do “grande jornal impresso” do rio.
Caro Maurício Dias,
Talvez não tenha sido acertada a sua comparação entre as favelas dominadas por traficantes e Canudos. Você sabe que são coisas completamente diferentes. As favelas sob domínio do tráfico não tem viés político. Visam somente o lucro; já em Canudos a motivação era de natureza política.
De qualquer forma, sua comparação foi infeliz. Sucesso para você e grande abraço!
TV Record(pt) e Globo(psdb) não param de falar em combate ao tráfico na “guerra civil” no Rio de Janeiro. Pura ilusão achar que se pode botar pra correr os traficantes e promover a paz com as Unidades de Porrada pro Povo,que levam terror muitas vezes pior que o feito pelos traficantes varejistas.
Outra ilusão é achar que é possível acabar com o tráfico levando terror com as forças armadas.
Ora,existem dois tipos de traficantes: os atacadistas e os varejistas.
Combater os varejistas,o tal do crime organizado,que não tem nada de organizado, não é nada mais que prender,matar um ou meia dúzia e pronto.
Depois vem outros candidatos a fogueteiros,chefes do tráfico,etc e tomam o lugar dos que tão na cadeia.
Enquanto isso,os atacadistas veem tudo de perto,em Copacabana e outras áreas nobres,ou de longe,em Brasília nas duas Casas,nas grandes empresas imperialistas,em Miami,Washington,Medelin…
Ou vcs acham que estes últimos vivem nos morros e nas favelas?
Nada dissos senhores,vivem no “asfalto”,em casas luxuosas,com dinheiro,armas e o que é principal,com a proteção do velho estado burguês-latifundiário.
Por isso,para combater,para erradicar o crime desorganizado dos varejistas e o organizado de fato,esse estado teria que acabar com si próprio,o que é impossível.
Por: Franchesco
Vou ser advogado do diabo e defender o colunista: a comparação com Canudos se dá no ponto onde se credita a um pequeno grupo de pessoas o poder de decidir por toda uma comunidade. As lideranças das favelas muitas vezes se aliam aos traficantes para conseguir benefícios próprios ou para a comunidade; o Estado demorou demais para decidir intervir e realizar sua função constitucional. Em Canudos e nas favelas, não houve um referendo ou plebiscito com os moradores perguntando se decidiam participar ou não do confronto. No caso do Rio ainda cabe lembrar que a maioria não quer nem o traficante e nem o policial: está acostumada a ter deles somente o pior, e portanto não os quer para nada.
Tão bandido quanto o traficante, o mau policial, o mau político é também o usuário de drogas, que só vai ao morro para buscar sua perdição e espalhar seu manto de miséria humana sobre os coitados que estiverem em seu caminho.
A irresponsabilidade da classe média e alta é que criou mais esse problema para a classe pobre.
Comparação no mínimo infeliz.
Comparar aqueles 25 mil sertanejos que só buscavam uma sociedade mais igual e justa com o crime organizado que faz de refém toda uma sociedade?
Infeliz comparação.
É óbvio que a eliminação desses traficantes, por si só, não trará paz ao Rio de Janeiro. É necessário políticas públicas de longo prazo e, principalmente, o entendimento por parte dos usuários de que o dinheiro gasto com maconha e pó é que financia todo esse aparato. Porém, sem uma ação rígida da polícia nessas comunidades, fica impossível a entrada do Estado nessa sociedade. Por isso apóio a ação policial.
Até hoje não entendo como tem gente que preferem pagar felizes aproximadamente R$1.500,00 por um apenado, que via de regra não irá se recuperar, é é contra o pagamento de um bolsa familia que custa vá lá R$300,00 que embute uma serie de condicionantes sociais que inserem as familias no mercado.
A nossa sociedade é egoista e miope. Eu preferia mil vezes pagar esses R$1.500,00 a como subsidio, com pré condições que facilitassem a inserção dessas familias a pratica do bem que seria uma troca justa, dar opções e subsidiá-las e melhor que formar criminosos e vê-los subsidiar a criminalidade.
Também não entendo essa nossa preferencia por manter facinoras irrecuperaveis em presidios, que não cumprem seu papel, nem aqui nem em nenhum lugar no mundo. Aqui, então, são de brincadeira.
Enquanto as instalações fisicas poderia ser aproveitadas como colegios para essa grande população de meninos de rua, oferecendo inclusive profissões.
Preferia mil vezes trocar recursos publicos que são doados a criminalidade e seus beneficiarios pela aplicação desses recursos em prol das familias que poderiam evitar a proliferação deles.
Costumam ser contra pela possibilidade de acomodação que poderia ocorrer. Eu preferia um acomodo cumprindo as Leis que um inconformado transgredindo-a. Sem contar que muita hipocrisia seria banida.
Dizem os entendidos da Imprensa em Geral, e os Serviços de Inteligência da Policia, que estes ataques são comandados de dentro da Cadeia por um Líder do Tráfico, “Detido”.
Hora, se a Policia já sabe que tais ataques é manobra desse líder, e por que não eliminar este líder aí dentro da Cadeia. O que impede de fazer isso? É muito mais barato e mais cômodo!
Concordo que um “extermínio” não resolverá o problema do tráfico no Rj, pois em grande parte ele é produto da desigualdade social do nosso país. Mas, não considero a comparação entre Canudos e Rio de Janeiro válida. É bom salientar que era um contexto bem distinto do atual, as pessoas assassinadas em Canudos podiam estar na “ilegalidade” dos padrões da época. Mas, elas lutavam por melhores condições de vida. E qual é o objetivo dos traficantes? Com certeza não é melhorar a vida da sua comunidade.
Comparar o povo pobre rural de Canudos com um verdadeiro Estado paralelo destruidor consciente de vidas e de políticas…é seu maurício, o senhor é muito ignorante em questões históricas.
Não há ação social possivel em territorios impenetraveis.Temos que ficar de olho se houver arbitraiedades. Não é carta branca. Não é Candudos. Mas dar um voto de confiança ao Estado. Acho q todos nós temos apoiado as UPPs, mesmo reconhecendo que é um primeiro passo pra todo o resto. Acho importante não descuidar desta consideração. O Cabral, aliás, ganhou muito bem no morro do alemão, lembra? Isto não diz nada? Pra quem não sabe, nesta semana acontece o Morar Carioca, concurso de urbanização de favelas.
Já passou da hora de exterminar os traficantes. Se no século XIX tivéssemos essas bobagens de Direitos Humanos, essa história de coitadinhos, hoje o Brasil não existira, haveriam pelo mneos cinco ou seis países em seu lugar.
Quer dizer que os colarinhos brancos sabiam como deveiam sair às ruas.Ah, entendi, foram devidamnebte informados.Por quem?Lamento Mauríco, mas nesta não vou concordar com você não.Não será uma nova Canudos.Meus Deus Canudos era outra coisa.Tenha dó!
Nada sobre as UPPs. Nada sobre o manifesto plano de longo prazo na política de segurança pública do Rio. Apenas algumas vagas perorações contra supostas violações do estado democrático de direito, que se de fato foram praticadas, o foram para beneficiar a população.
A postura deste colunista se coaduna com a típica e hipócrita atitude de esquerda quando se defronta com situações de tudo ou nada, preferem fazer da demagogia sua arma e assim deixar que os traficantes se onvençam dos benefícios que a presença do Estado trará para as comunidades que dominam.
Menos demagogia, por favor!
Não posso esquecer do então governador Moreira Franco (o que ele faz no governo Lula?) recebendo a alta cúpula do jogo do bicho no Palácio Guanabara.
Não existem “Papais Noéis” nessa história. Qualquer organização para-legal num estado democrático de direito, mesmo que supostamente pacífica, deve ser simplesmente banida. O que temos hoje é mera conseqüência dessa irresponsável tolerância.
Os milicianos também eram tidos como “supostamente pacíficos e mantenedores da ordem”. Cabral também caiu nessa falácia. Ainda bem que parece ter caído na real.
Mauricio Dias,
Me causa estranheza duas colocações suas:
1. A comparação do cerco policial nos morros cariocas (contra traficantes) com o cerco militar a Canudos, sociedade (comunista??) massacrada vergonhosamente pelo governo da época a mando dos latifundiários regionais.
2. Colocar sobre a responsabilidade do Presidente da República, e não sobre o Govrnador do Estado, o não-uso das Forças Armadas no conflito atual. O governador Sérgio Cabral concedeu entrevista à TV Globo, ao vivo, onde deixou claro que NÃO HÁ NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO FEDERAL. Ele poderia ter pedido o apoio, já que como você afirma, ele quer. Por que não o fez?
Creio que estes dois pontos estão muito nebulosos, ou então eu estou terrivelmente mal informado.
Alguém poderia me esclarecer?
Como em Canudos ? Pretendes comparar a represália do poder estatal ou a ação de homens dignos (30.000 revoltosos) que se sublevaram contra a opressão do status quo com grupos isolados de traficantes ?
Acho interessante a abordagem feita na notícia, principalmente no título, relação discutida por mim e por alguns colegas no dia 25/11. É impressionante a quantidade de traficantes que fugiram quando a favela começou a ser invadida.A diferença crucial de Canudos diz respeito à ação das elites (sem termos pejorativos aqui) junto ao poder e das histórias divulgadas acerca de Antonio Conselheiro e seus seguidores, diferente dos bandidos no rio, que agiram para demonstrar poder numa tentativa de controle.
27.04.2012
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