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Sheherazade: PC do B questiona verba publicitária ao SBT

por Redação — publicado 19/02/2014 18h28, última modificação 19/02/2014 18h43
Bancada do partido diz à Secretaria de Comunicação Social da Presidência que apresentadora incita a intolerância e a violência em seu programa
Sheherazade

O dono do SBT decidiu pessoalmente trazer a apresentadora da afiliada do SBT da Paraíba para a bancada do Jornal do SBT, transmitido em rede nacional

A bancada do PC do B na Câmara, liderada pela deputada federal Jandira Feghali (RJ), afirmou que irá enviar nesta quinta-feira 20 à Secretaria de Comunicação Social da Presidência um questionamento sobre as verbas publicitárias destinadas pelo governo federal ao SBT.

O motivo é a manutenção da apresentadora Rachel Sheherazade no programa SBT Brasil. O grupo argumenta que a jornalista “desafia o código de ética dos jornalistas e incita a intolerância, a violência e o crime contra minorias sociais em seu programa”.

Sheherazade causou polêmica, no início do mês, ao afirmar que a ação dos criminosos que agrediram e amarraram um garoto ao poste, no Rio de Janeiro, era uma “legítima defesa coletiva”. Segundo Sheherazade, diante do que classificou como desmoralização da polícia e da omissão do Estado, era “compreensível” que “cidadão de bem” reagissem. Ela chamou o adolescente de marginal e pediu, em tom de deboche, aos grupos em defesa de direitos humanos que estavam com "pena" do garoto para adotarem o “bandido”.

Dados recentes mostram que a emissora de Silvio Santos recebeu 153,5 milhões de reais para veicular propagandas do governo federal em 2012. É a terceira empresa que mais recebe recursos destinados à publicidade de ministérios, órgãos e estatais.

Em 2013, a então ministra-chefe da Secom, Helena Chagas, foi convidada do debate 'Expresso 168', na Comissão de Cultura da Câmara, presidida por Feghali, e afirmou que veículos de comunicação ou concessões públicas que violem a Constituição ou incitem crimes de intolerância ou violência poderiam perder toda a verba publicitária do governo. A ideia dos deputados é levar o atual ministro da Secom, Thomas Traumann, a explicar por que o governo autoriza verbas publicitárias em uma emissora que permite a uma apresentadora incitar o ódio em horário nobre.