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Copa das Confederações

Brasil e Espanha disputam final sob temor de protestos

por AFP — publicado 30/06/2013 17h34, última modificação 30/06/2013 18h51
Cerca de 5 mil manifestantes participam de mobilização próximo ao Maracanã, palco do evento
Tasso Marcelo / AFP
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Manifestante exibe suas lentes de contato com a bandeira brasileira

Atualizado às 18h50 de domingo 30

RIO DE JANEIRO (AFP) - Brasil e Espanha disputam neste domingo 30 a final da Copa das Confederações no estádio do Maracanã, que é palco de novas manifestações e confrontos com a polícia.

Cerca de 5 mil manifestantes participavam da mobilização nas vizinhanças do estádio, em um protesto inicialmente pacífico. Por volta de 18h30, um grupo rompeu o isolamento feito pela polícia próximo ao estádio e a PM lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispensar a multidão.

A marcha teve início sete horas antes do início da partida e conseguiu chegar a 100 metros de distância do estádio, mas foi bloqueada por batalhões da polícia. "Somos contra a privatização do estádio e dos despejos forçados sob o argumento do Mundial 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016", afirmou Renato Cosentino, porta-voz do Comitê Popular da Copa, um dos principais movimentos que convocaram o protesto.

Quase 11 mil policiais (6 mil policiais militares, mais integrantes da Força Nacional, a Polícia Federal e Civil e a Guarda Municipal) decretaram um perímetro de segurança em torno do estádio para garantir o evento.

Patriotismo

Centenas de manifestantes prepararam os cartazes em uma praça do bairro da Tijuca, a 1,5 km do estádio, aos gritos de "Fifa, paga minha tarifa!" e "O Maraca é nosso!". "Pelo fim da imunidade parlamentar", dizia um dos cartazes.

"Estou aqui por patriotismo, por mais educação, saúde e transporte, por menos futebol", explica Nelson Couto, de 69 anos, usando as cores verde e amarela dos pés à cabeça.

Camelôs vendem bandeiras do Brasil a 10 reais e cornetas a 2,5. Um manifestante distribui panfletos que explicam o que fazer em caso de tumulto ou caso a polícia lance gás lacrimogêneo.

A polícia convidou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a procuradoria federal e estatal a acompanhar o esquema de segurança. A presidente Dilma Rousseff, que foi vaiada no jogo de abertura do torneio em 15 de junho passado, junto ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, não deve estar no estádio para a final.

Um pequeno protesto pacífico transcorreu diante do estádio Arena Fonte Nova, na Bahia, onde foi disputada a partida pelo terceiro lugar da Copa, entre a Itália e o Uruguai.

Mais de um milhão de brasileiros foram às ruas em todo o país no dia 20 de junho nas maiores manifestações realizadas em duas décadas, indignados frente à alta dos preços do transporte público, a corrupção da classe política e os gastos milionários na Copa das Confederações no Mundial de 2014.

O maior protesto aconteceu no Rio, onde se congregaram pacificamente 300 mil pessoas. Ao final do protesto, como aconteceu em outras mobilizações, um grupo enfrentou a polícia e protagonizou saques e destruição dos bens públicos, com um saldo de dezenas de feridos.

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