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Trabalho escravo: aplicativo "Moda Livre" ajuda o consumidor

por Redação — publicado 11/12/2013 17h08, última modificação 11/12/2013 17h32
"O consumidor é chamado a fazer a sua parte, mas nem sempre ele tem informação suficiente para isso", afirma Leonardo Sakamoto, coordenador da Repórter Brasil
Aplicativo

Disponível gratuitamente, aplicativo pode ajudar na consulta de marcas "sujas"

Para comemoração do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Repórter Brasil lança o aplicativo Moda Livre, nesta quarta-feira 11. Gratuito, ele permite ao consumidor consultar se alguma marca de roupas está envolvida em acusações de uso de mão de obra escrava e quais suas políticas para combate a esse crime..

O aplicativo está disponível para smartphones com os sistemas operacionais Android e iOS, e se propõe a evitar o financiamento indireto do chamado “trabalho sujo”. "O consumidor é chamado a fazer a sua parte, mas nem sempre ele tem informação suficiente para isso. O aplicativo surge no sentido de tornar possível uma ação direta das pessoas no combate do trabalho escravo”, diz  Leonardo Sakamoto, coordenador da Repórter Brasil. Além da apuração da equipe de Sakamoto, o aplicativo contou com o desenvolvimento da agência PiU Comunica.

Foram incluídas 22 marcas na primeira versão, entre eles, os dez maiores varejistas do mercado. As empresas escolhidas foram submetidas a perguntas que incluem quatro indicadores - políticas, monitoramento de uso de mão de obra escrava, transparência e histórico de denúncias - que as colocam em três categorias: vermelho, amarelo e verde, sendo vermelho o pior qualitativo. As empresas que não forneceram respostas foram automaticamente marcadas como vermelho.

O Moda Livre será sempre atualizado de acordo com ações nas políticas das empresas, além de receber mais marcas com o tempo. A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 65 anos nesta semana.

Com informações da Repórter Brasil