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Sociedade

Manifestações de junho

A borracha cega mas não cala

por Felipe Rousselet — publicado 17/07/2013 15h10, última modificação 06/06/2015 18h09
Em entrevista, o fotógrafo Sérgio Silva, atingido por disparo de bala de borracha, defende a não utilização do armamento durante manifestações
Reprodução
Sergio Silva

O fotógrafo Sergio, vítima da truculência da Polícia Militar

O fotógrafo Sérgio Silva, da Agência Futura Press, foi uma das vítimas da brutal repressão da Polícia Militar do Estado de São Paulo durante a onda de protestos do último mês de junho.

Enquanto cobria um dos protestos que reivindicava a revogação do aumento das tarifas do transporte público em São Paulo, no dia 13 de junho, Sérgio teve seu olho esquerdo atingido por um disparo de bala de borracha. O fotógrafo foi socorrido por um professor que participava do protesto. Sérgio corre o risco de perder a visão do olho esquerdo, o que compromete o exercício da sua profissão.

Em vídeo produzido e divulgado pela Campanha pela Regulamentação dos Armamentos de Baixa Letalidade, Sérgio defende a não utilização de armas de borracha, e outros armamentos considerados de “baixa letalidade”, durante manifestações.

“Essas armas não vão trazer nenhum bem para a sociedade. Não vão trazer nenhum tipo de paz e não vão acalmar as pessoas. O resultado é esse que aconteceu comigo. Uma possível cegueira. Um trauma para o resto da vida. Uma família prejudicada. Eu sei a dor que eu passei naquela noite. É uma dor que eu desejo que o policial que me acertou nunca sinta na vida dele. É uma dor insuportável. É vontade de morrer ali para não sentir mais a dor”, declarou o fotógrafo.

Veja a entrevista com o fotógrafo Sérgio Silva abaixo:

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