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7,1 milhões navegam na rede com "wi-Fi do vizinho"

por Redação — publicado 16/09/2013 16h03, última modificação 16/09/2013 16h36
Classe média corresponde à principal parcela da população que faz uso do sinal compartilhado. Nas classes baixa e alta, parcela é de 4%
Flickr / robertogreco
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Pesquisa abordou 2 mil pessoas de 100 cidades do país, em todos os estados, incluindo o Distrito Federal, em junho de 2013

Pesquisa do Instituto Data Popular aponta que 7,1 milhões de brasileiros navegam na internet por meio do wi-fi compartilhado, ou seja, pela banda larga liberada pela vizinhança. O levantamento mostra ainda que a classe média corresponde à principal parcela que faz uso do sinal compartilhado - cerca de 10% usam o sinal dessa forma frequentemente em casa. Nas classes baixa e alta, os percentuais são iguais: 4% para cada uma.

Segundo Renato Meirelles, presidente do Data Popular, a prática de compartilhamento de sinal de internet é mais comum em casos de pacotes de assinatura com velocidades mais elevadas. “Isso explica a razão para que a proporção de internautas de classe baixa seja menor que o percentual verificado na classe média”, diz. “Enquanto a classe baixa possui uma internet de menor capacidade de navegação, a classe média tem, em geral, um sinal de conexão com velocidades altas, permitindo a sua distribuição entre vizinhos, sem a perda da qualidade”.

Ainda segundo Meirelles, outra explicação para uma maior presença do uso de wi-fi comunitário na classe média do que nas demais classes econômicas é a de que os emergentes tem relações mais próximas com os vizinhos. “Identificamos em nossas pesquisas qualitativas vínculos sociais mais estreitos na classe média. Nesse caso em específico, uma pessoa faz a assinatura de internet banda larga, rateando a conta entre dois ou três vizinhos”, revela o presidente do Data Popular. “Além disso, a internet é vista como investimento pela classe média. Por meio dela, as pessoas estão se informando melhor, enviando de maneira ágil currículos para conseguir trabalhos mais qualificados e estudando.”

Na última sexta-feira 13, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília, negou por unanimidade o recurso do Ministério Público Federal (MPF) que considerava crime o compartilhamento de sinal de internet.

Na análise por faixa etária, a maior proporção dos entrevistados que declararam usar o sinal de internet Wi-Fi de algum vizinho é maior entre os internautas de 16 até 25 anos. 20% dos jovens disseram navegar pela rede através de sinal compartilhado.

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