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OMS quer limitar a obesidade no mundo

por AFP — publicado 29/05/2013 11h30
A Organização Mundial da Saúde pede que autoridades nacionais estudem maneiras de aumentar os impostos sobre os alimentos e bebidas prejudiciais à saúde
Jeff Haynes / ©afp.com
Obesidade

Segundo estudo, em 2008, mais de 10% dos adultos no mundo eram obesos

GENEBRA (AFP) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer limitar a obesidade no mundo, estimulando as autoridades nacionais a estudar possíveis impostos sobre os alimentos e bebidas prejudiciais à saúde. Os países membros da organização de saúde da ONU, reunidos em Genebra desde 20 de maio, decidiram na noite de segunda-feira 27 adotar o plano de ação contra doenças como como as afecções cardiovasculares, câncer ou diabetes crônica.

Na reunião, foi destacada a necessidade das empresas de alimentos e bebidas de reduzir os níveis de sal e açúcar adicionados aos produtos, assim como de substituir as gorduras saturadas por gorduras insaturadas, além de um controle maior da quantidade de publicidade de alimentos prejudiciais à saúde dirigida às crianças

As grandes empresas multinacionais de alimentos e bebidas apoiaram várias medidas do plano da OMS, mas consideraram que impor novos impostos pode ter consequências contrárias às desejadas.

"O custo da inação supera amplamente o custo de atuar", afirma a OMS em seu novo plano de luta contra a obesidade e outras causas de doenças não contagiosas.

O plano procura modificar modos de vida considerados prejudiciais, que incluem fumar, consumir bebidas alcoólicas ou comer alimentos que podem prejudicar a saúde e propiciar enfermidades não contagiosas, com o objetivo, entre outras coisas, de conter o aumento da obesidade no mundo até 2020.

"A luta contra a obesidade é uma prioridade. É um dos principais fatores da luta contra as doenças não contagiosas", declarou Francesco Branca, diretor do departamento da OMS responsável pela nutrição para a saúde e o desenvolvimento.

Segundo um estudo publicado há dois anos que examinou a evolução do sobrepeso entre 1980 e 2008 nas pessoas com mais de 20 anos, em 2008 mais de 10% dos adultos no mundo eram obesos.

Nos países ricos, os Estados Unidos eram o mais afetado pela obesidade, seguido por Nova Zelândia, enquanto a população do Japão registrava o menor índice de sobrepeso. Na América Latina, os mais afetados eram México, Argentina, Cuba e Brasil.

A Aliança Internacional de Alimentos e Bebidas (IFBA), integrada por grandes empresas do setor, como Coca-Cola, Kellog's, McDonalds, Nestlé, Pepsico ou Unilever, afirma apoiar o plano da OMS, mas não concorda com a ideia de novos impostos. O grupo adverte que isto poderia estimular as pessoas mais pobres a comprar produtos mais calóricos e menos nutritivos. "As medidas fiscais que procuram especificamente mudar o comportamento são difíceis de elaborar e de aplicar", declarou Jane Reid, da IFBA, à AFP em um e-mail.

Impostos deste tipo "teriam efeitos mais duros para as famílias de baixa renda", que poderiam compensá-los "comprando alimentos mais energéticos e menos nutritivos", afirmou a IFBA.

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