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Médicos estrangeiros receberão cursos de português, diz porta-voz da Presidência

por Gabriel Bonis publicado 20/05/2013 12h17, última modificação 20/05/2013 12h26
Segundo Thomas Traumann, estão avançadas as negociações do Brasil para contratar médicos estrangeiros para atuarem no País
Valter Campanato/ABr
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Negociações para contratação de médicos estrangeiros estariam avançadas

O porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann, afirmou nesta segunda-feira 20 que estão avançadas as negociações do Brasil para contratar médicos estrangeiros para atuarem no País. A afirmação ocorreu em um evento da agência de notícias espanhola EFE, em São Paulo, com a presença de autoridades do governo da Espanha.

Segundo Traumann, as conversas aconteceram ao menos com Portugal, Espanha e Cuba. Os profissionais teriam vistos de trabalho entre dois e três anos e iriam para regiões onde há carência de médicos. Os profissionais que não falam português receberiam cursos de língua.

O programa ainda não está concluído e negociações com países que podem “exportar” médicos ao Brasil devem acontecer durante a Assembleia Mundial de Saúde, que ocorre entre 20 e 28 de maio, em Genebra, na Suíça. "Teremos reuniões com outros ministros da Saúde, do Canadá, da Austrália, da Inglaterra, para detalhar os programas que eles têm. E com países que possam ter ofertas de médicos pro Brasil", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no sábado 18.

Segundo o Ministério, nenhum acordo será fechado em Genebra, pois Padilha não estará no evento. O Brasil é representado pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales.

Estão sendo discutidos ao menos dois modelos de contratação. Os médicos poderiam ser contratados sem a necessidade de revalidação do diploma, mas com autorização apenas para trabalhar em locais onde há falta de profissionais de saúde. Para trabalhar no País sem restrições, eles precisariam revalidar o diploma.

Padilha defende a medida porque o Brasil tem proporção de apenas 1,9 médicos por 1 mil habitantes. Na Argentina esse número é de 3,2. Espanha e Portugal têm quase 4. Para o ministro, o tema não pode ser um tabu, pois na Inglaterra, 37% dos médicos se formaram em outros países e nos Estados Unidos, 25% são estrangeiros.

A proposta sofre intensa oposição do Conselho Federal de Medicina, que ressalta querer evitar que médicos pouco qualificados migrem para o Brasil. O órgão defende a obrigatoriedade de um teste de validação do diploma dos profissionais estrangeiros.

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