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Mais de 1700 médicos formados no exterior fazem hoje o Revalida

por Agência Brasil publicado 25/08/2013 08h35, última modificação 25/08/2013 08h57
Provas serão feitas neste domingo em dez capitais. Esta será apenas a primeira fase dos testes. A segunda irá avaliar as habilidades clínicas
Agência Brasil
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A médica espanhola Sônia Gonzales, 38 anos, chega ao Brasil para trabalhar no Alto do Rio Negro, no Amazonas.

Os 1.772 médicos inscritos no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) fazem as provas neste domingo 25 em dez capitais: Brasília, Rio Branco, Manaus, Salvador, Fortaleza, Campo Grande, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.A prova objetiva será aplicada entre as 8h e as 13h e a discursiva entre as 15h as 18h (horário de Brasília). Confira aqui os locais de prova.

O exame é destinado aos médicos que obtiveram o diploma no exterior e querem trabalhar no Brasil. Os candidatos pagaram uma taxa de R$ 100 para participar da primeira fase do Revalida. Os aprovados devem pagar mais uma taxa de R$ 300 para a segunda etapa do exame, que avaliará as habilidades clínicas.

O Revalida foi criado em 2011 e é aplicado uma vez por ano. Entram na avaliação conteúdos e competências das cinco áreas de exercício profissional: cirurgia, medicina de família e comunidade, pediatria, ginecologia-obstetrícia e clínica médica. Além disso, o exame estabelece níveis de desempenho esperados para as habilidades específicas de cada área.

Antes do Revalida, cada instituição de ensino superior estabelecia os processos de análise da correspondência curricular, seguindo a legislação de revalidação de diplomas prevista no país.

O exame é conhecido pelo alto grau de dificuldade. No ano passado, o índice de aprovação variou de 6,41% entre os estudantes bolivianos a 27,27% para os venezuelanos. Os brasileiros com diploma obtido no exterior também são obrigados a fazer o Revalida para trabalhar no país. No caso, o índice de aprovação no ano passado, 7,5%, foi inferior ao de 2011 (7,89%).

Este ano seria aplicado também um pré-teste para estudantes brasileiros do sexto ano de medicina, com objetivo de avaliar se o Revalida está dentro das diretrizes curriculares do país. A baixa adesão, no entanto, fez com que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, adiasse o pré-teste. Ainda não há uma nova data marcada.

A adesão ao pré-teste é voluntária e, em troca, os candidatos recebem um auxílio de R$ 400, como colaboradores eventuais.

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