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Falta de sono perturba funcionamento de centenas de genes

por AFP — publicado 27/02/2013 11h04, última modificação 06/06/2015 18h23
Estudo britânico comprova que a falta de sono altera o funcionamento de genes e pode debilitar o sistema imunológico, além de estar relacionada com a com a obesidade, doenças cardíacas entre outras

WASHINGTON (AFP) - A falta de sono altera o funcionamento de centenas de genes relacionados à inflamação, ao sistema imunológico e à resposta do corpo ao estresse, revela um estudo britânico publicado na terça-feira 26 nos Estados Unidos.

Outros estudos já tinham demonstrado que a falta de sono pode estar relacionada com a obesidade, doenças cardíacas e deficiências cognitivas. Não se conhecia, porém, o mecanismo molecular que causava estas alterações, informaram autores da pesquisa publicada na edição de 25 de fevereiro a 1º de março das Atas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).

Para este estudo, os cientistas recrutaram 26 voluntários. Eles deviam dormir menos de seis horas por noite durante uma semana e mais de nove horas por noite durante a semana seguinte. Para um adulto, uma noite normal de sono dura de sete a oito horas.

Depois de cada uma destas duas semanas, foi extraída uma amostra de sangue de cada participante.

Uma análise do ácido ribonucleico (ARN), molécula quimicamente muito similar ao DNA, mostrou os efeitos da falta de sono no funcionamento dos genes em 711 indivíduos.

Além disso, o número de genes cuja atividade está normalmente no máximo durante todo o dia passou de 1.855 para 1.481, debilitando-se a amplitude da expressão de outros genes.

Estes cientistas também descobriram que o número total de genes afetados pela falta de sono foi sete vezes maior depois de uma semana de noites curtas.

Uns 40,6 milhões americanos economicamente ativos (30%) dormem seis horas ou menos, em média, segundo a agência federal dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC).

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