Você está aqui: Página Inicial / Saúde / Cientistas obtêm células-tronco de embrião humano clonado

Saúde

Ciência

Cientistas obtêm células-tronco de embrião humano clonado

por Deutsche Welle publicado 16/05/2013 11h35, última modificação 26/06/2013 12h44
Técnica usada nos EUA é a mesma aplicada para gerar a ovelha Dolly, mas pesquisadores alertam que não se trata de clonar humanos
GoodNCrazy/Flickr
laboratorio.jpg

Resultado abre portas para tratamento de doenças como Parkinson

Um grupo de cientistas dos Estados Unidos conseguiu, pela primeira vez na história, obter células-tronco humanas com o mesmo DNA de uma célula adulta. O trabalho, publicado na quarta-feira 15 na revista Cell, é o primeiro caso bem-sucedido da aplicação em pessoas da técnica de clonagem que deu origem, por exemplo, à ovelha Dolly.

O anúncio é feito após 15 anos de pesquisas insistentes e uma série de fracassos científicos. Mas, segundo os autores do estudo, não se trata ainda de obter pessoas clonadas, mas sim de chegar à chamada fase de blastocisto do embrião para extrair as células-tronco.

O que os pesquisadores da Universidade de Ciências de Oregon conseguiram foi transferir o núcleo da célula da pele, contendo o DNA de uma pessoa, para a célula de um óvulo, de onde foi retirado o material genético. O núcleo de uma célula adulta uniu-se, então, com um óvulo que produz células-tronco. "As células-tronco obtidas por essa técnica demonstraram a sua capacidade de se diferenciarem, como as células-tronco normais, em diferentes tipos de células – nervosas, hepáticas e cardíacas", explicou o coordenador da pesquisa, Shoukhrat Mitalipov.

As células-tronco – também chamadas estaminais – são as únicas que têm a capacidade de se diferenciarem em todo o tipo de células do organismo e de se multiplicarem sem limite, apresentando, assim, um grande potencial terapêutico. Segundo cientistas, elas são promissoras no tratamento de doenças como Parkinson e esclerose múltipla.

A pesquisa da Universidade de Oregon, feita após um bem-sucedido teste do mesmo tipo com macacos, tem o mérito, segundo especialistas, de não usar embriões fertilizados – o que poderia levantar questões éticas.

Leia mais em www.dw.de/brasil