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Número 885,

Cultura

Exposição

"Definir a arte africana hoje é definir a própria África"

Artistas contemporâneos do continente interpretam questões cruciais
por Ana Ferraz publicado 29/01/2016 17h32, última modificação 30/01/2016 02h50
Denise Andrade
Instalação

Estrada para o exílio, de Barthélémy Toguo

As obras de alguns dos mais representativos artistas africanos contemporâneos poderão ser vistas na exposição AquiÁfrica, no Sesc Belenzinho (São Paulo. Até 28 de fevereiro), em São Paulo.

Questões cruciais para o continente, tais como xenofobia, imigração, tradições culturais e sistemas de poder, são interpretadas por 13 pintores, escultores, cineastas e fotógrafos da Costa do Marfim, Mauritânia, Camarões, Congo, Angola, Senegal, Burkina Fasso, Nigéria, Zimbábue, Benin, República do Congo e Gana.

“Definir a arte africana hoje é definir a própria África”, afirma a curadora Adelina von Fürstenberg. Entre os artistas que vieram ao País produzir o trabalho está o camaronês Barthélémy Toguo, autor de instalações baseadas em sistemas de acumulação de objetos.

Em Estrada para o Exílio (foto), madeira, tecido, garrafas PET e sacolas constituem uma simbólica nau multicolorida. O fotógrafo Leonce Raphael Agbodjelou, do Benin, capta a vida das ruas, enquanto Frédéric Bruly Bouabré, da Costa do Marfim, retrata com grafite e lápis colorido a conexão entre Brasil e África. 

*Publicado originalmente na edição 885 de CartaCapital, com o título "O continente fala"

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