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Número 882,

Cultura

Livro

Thriller engenhoso reconstitui Swissleaks

por Ana Ferraz publicado 16/01/2016 06h35
Obra refaz caminho de toda a investigação de dois repórteres do Le Monde atrás de potenciais sonegadores
Barry Caruth / Wikimedia Commons
HSBC

Fachada do HSBC

Um diminuto gadget capaz de desaparecer na palma da mão ao se fecharem os dedos revelou-se uma explosiva ferramenta. Estavam ali dados sobre depósitos de 180 bilhões de euros feitos entre 2006 e 2007 por cerca de 100 mil correntistas do HSBC suíço, de 200 países.

Em um lance cinematográfico que coroou anos de investigação minuciosa, arriscada, cautelosa e incansável, os repórteres Gérard Davet e Fabrice Lhome, do respeitado jornal francês Le Monde, receberam de uma fonte designada GP, alusão a Garganta Profunda, o homem que desnudou o escândalo de Watergate, o pen drive com os nomes dos sonegadores potenciais.

“Ahab tinha apanhado a baleia. Para sermos francos, tínhamos dificuldade em acreditar no que víamos. Então, convidamos GP para tomar um chope. Precisávamos compreender o que se passava”, descrevem os autores.

SwissLeaks
Gérard Davet e Fabrice Lhomme. Estação Liberdade, 240 págs., 39 reais
Com o subtítulo Revelações sobre a Fraude Fiscal do Século, SwissLeaks (Gérard Davet e Fabrice Lhomme, Estação Liberdade, 240 págs., 39 reais) refaz o caminho de toda a investigação. Um engenhoso thriller com oito protagonistas, pistas labirínticas, informações ultrassecretas com alto potencial de destruir reputações. Uma história que bem poderia constar entre as intrincadas tramas criadas por Sir Arthur Conan Doyle.
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