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Número 878,

Economia

Tecnologia

O retorno às livrarias

por Felipe Marra Mendonça publicado 06/12/2015 00h21
A Amazon abre lojas físicas para alcançar o público distante da internet
iStockphoto
Amazon-Books

A empresa em Seattle e na Índia formas de atender a baixa renda

A presença da Amazon no mundo online é tão predominante que pareceria contrassenso abrir uma loja física, mas essa foi a decisão da empresa. A livraria inaugurada em Seattle, no começo do mês, denominada Amazon Books, oferece uma seleção dos livros mais bem cotados e de maior vendagem online, além de usar o histórico coletivo de compras no site para identificar quais outros livros deveriam ocupar as prateleiras.

O aspecto curioso da loja é que nenhum livro em suas prateleiras tem o preço marcado. Para saber o valor, geralmente inferior àquele de capa, é preciso escanear o código de barras em um dos dispositivos de leitura ou usar o aplicativo da Amazon e verificar online.

 A principal resposta dada pelos vendedores aos consumidores que não conseguiam encontrar o que queriam, segundo uma reportagem do site Vox, era de que certamente encontrariam o item desejado no site, ou que ele poderia ser encomendado. É uma ideia, no mínimo, curiosa, dado que nos Estados Unidos a maioria dos itens vendidos online pode ser entregue gratuitamente.

 Na Índia, a Amazon aposta também em lojas físicas, mas oferece uma experiência bastante diferente. O projeto Udaan visa permitir aos consumidores comprar online a partir de pontos de venda que já prestam serviços de pagamentos de contas ou venda de créditos para celulares pré-pagos.

É um sistema simples. O consumidor é ajudado pelo dono do estabelecimento a fazer a compra online, e seleciona aquele local para a entrega. Quando o pacote chega, o comprador recebe uma mensagem de texto e paga pelo item quando o retira. No fim do dia, um empregado da Amazon vai até lá e recolhe o dinheiro das vendas do dia e deixa uma comissão para o dono do local. 

 A empresa acredita que o sistema possa ser muito útil para os consumidores das classes mais baixas, em alguns casos sem acesso à internet ou sem habilidade ou interesse em fazer compras online. “Queremos que a Amazon esteja ao alcance de todos os indianos. Se fizermos isso direito, acreditamos que o Udaan terá um impacto positivo para nós e para a Índia também”, disse Amit Agarwal, vice-presidente da empresa e responsável pelo mercado indiano.