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Número 871,

Política

São Paulo

Alckmin: Transparência à força

por Redação — publicado 10/10/2015 07h48
Constrangido, o governador de São Paulo revoga o sigilo de documentos do metrô e da CPTM
Edson Lopes Jr/A2
Obra-do-metrô

A maioria dos projetos está fora do cronograma inicial previsto

Assim caminha o escândalo dos trens e metrôs em São Paulo. Ninguém está preso, não se criou uma força-tarefa para investigar o escândalo e nenhum dos suspeitos foi mantido sob constrangimento atrás das grades para ser forçado a assinar um acordo de delação premiada.

Poderia ser pior: na surdina, o governador Geraldo Alckmin chegou a decretar o sigilo por 25 anos de centenas de documentos do transporte público metropolitano, incluídos arquivos da CPTM e do metrô.

Por causa da decisão, que carimbaria os papéis como ultrassecretos, só em 2040 os paulistas interessados poderiam saber as razões de atrasos e outros problemas ocorridos em obras estaduais. A maioria dos projetos, diga-se, está fora do cronograma inicial previsto.

Obra-do-metrô
O que há de tão importante na papelada? / Crédito: Edson Lopes JR/A2

O governo tucano prometia até 2014 estender a linha de metrô a 100 quilômetros. Atualmente com 87 quilômetros, a rede só deve alcançar esse tamanho em 2018, caso novos obstáculos não surjam pelo caminho.  O sigilo durou pouco. 

Por pressão do Tribunal de Contas do Estado, que havia dado um prazo de cinco dias para o governador explicar a estranha decisão, Alckmin decidiu rever a decisão.  Fica a dúvida: o que há de tão importante na papelada que merecesse um resguardo tão prolongado?