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Número 870,

Economia

Tecnologia

O papel resiste

por Felipe Marra Mendonça publicado 15/10/2015 03h41
Cresce o número de livrarias nos EUA, enquanto recua a venda de e-books
Baptistão
harry-potter

O livro físico mantém a sua magia

Os livros impressos não morreram e continuam muito bem, no mesmo ano em que analistas garantiam que as vendas de livros eletrônicos (e-books) finalmente ultrapassariam as dos seus pares físicos. Segundo dados da Association of American Publishers, as vendas de e-books caíram cerca de 10% nos primeiros cinco meses de 2015. Além disso, as vendas de aparelhos para a leitura de livros eletrônicos também despencou, já que boa parte dos consumidores entende que pode ler o mesmo tipo de conteúdo em smartphones ou tablets e não quer ter de carregar diferentes dispositivos com competências semelhantes.

Por outro lado, a American Booksellers Association detectou um aumento no número de livrarias em funcionamento nos Estados Unidos. Eram 1.712 em 2015, contra 1.410 em 2010. “As pessoas falavam do fim dos livros físicos como se fosse uma simples questão de tempo, mas daqui a 50 ou 100 anos, os impressos continuarão a ser uma parte importante dos nossos negócios”, disse o CEO da Penguin Random House, Markus Dohle, ao New York Times.

Outra parte importante na retomada dos livros físicos é o aumento nos preços dos livros digitais, que antes ofereciam um bom desconto em relação aos seus pares de papel. Uma negociação entre as editoras e a Amazon no ano passado permitiu que as mesmas estabelecessem seus próprios preços para a venda de edições digitais, retirando a vantagem nos preços. Os consumidores agora preferem gastar um pouco mais e ter uma cópia física da obra escolhida.

E o notório Uber anunciou um novo serviço que deve entrar em fase de testes na China. Chamado de Uber Commute, ele visa permitir que usuários comuns possam ganhar algum dinheiro com suas viagens diárias ao trabalho e de volta para casa. Segundo uma descrição da própria empresa, “os usuários entram no aplicativo e informam seu destino ao Uber. Aí mostramos pedidos de passageiros que querem ir na mesma direção e também o pagamento que o usuário receberia pela viagem. Ele pode aceitar ou não, nada é obrigatório. Para os passageiros, é o Uber de sempre”. A ideia é oferecer a alguns usuários um modo de recuperar seus gastos corriqueiros, enquanto a empresa passa aos passageiros a impressão de que a oferta de carros aumentou. É um modelo bem interessante.