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Número 869,

Internacional

Oriente Médio

Em Meca, desastres estão à espera de acontecer

por Redação — publicado 25/09/2015 13h54
Má administração e estrutura precária causam mais vítimas entre os peregrinos, cujo número cresce a cada ano
AFP
Meca

Corpos amontoados após a tragédia na Arábia Saudita. O descaso ficou claro

Ao menos 717 fiéis morreram e 850 foram feridos em um tumulto em Mina, vale perto de Meca, onde se cumpre um dos principais ritos da peregrinação anual do hajj. O pânico surgiu quando dois grupos de peregrinos colidiram no cruzamento de duas ruas estreitas. 

O governador de Meca e ministros culparam as vítimas por descerem ao local do ritual antes do tempo alocado, mas a falta de caminhos alternativos e saídas de emergência é imperdoável em tal ambiente de calor, exaustão e superlotação.

O Irã, que perdeu 90 cidadãos no desastre, não hesitou em responsabilizar as autoridades sauditas e adicionar mais um ingrediente à tensão regional.

A catástrofe soma-se à da queda do guindaste do Grupo Bin Laden, que, em 11 de setembro, deixou mais de 100 mortos e 200 feridos na Grande Mesquita de Meca. Esta, como se soube na ocasião, não conta com um só extintor de incêndio.

Medidas de segurança e construção de hospitais não acompanharam as obras monumentais de ampliação de hotéis e mesquitas.

Meca
Peregrino recebe atendimento após a tragédia que deixou centenas de mortos