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Número 865,

Cultura

Papinho Gourmet

Olha o Júnior aí!

por Márcio Alemão publicado 04/09/2015 19h01, última modificação 06/09/2015 09h39
Temaki de picanha, sal da Amazônia e ceviche de calabresa. A "gourmetização" é a chave para o sucesso gastronômico moderno.
Getty Images
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As diferentes invenções gastronômicas parecem ser o caminho para o êxito culinário.

- Júnior, meu caro! Há quanto tempo!

– Nem me diga. Desde que o Marcio Alemão começou com essa bobagem do Papinho Gourmet eu perdi um pouco do meu espaço.

– Então aproveita que ele se distraiu e conte pra gente como andam as coisas.

– Eu não posso me queixar.

– Muitas ideias?

– Você sabe que eu sou meio Abilio, meio Jorge Paulo Lemann... eu não sossego.

– Isso todo mundo sabe. Mas resuma pra gente onde você tem atuado, suas ideias, enfim.

– Resumo, né? Porque você sabe que a cabeça não para. Tekanha tem bombado.

– Tekanha seria o quê?

– Temaki de picanha.

– Mas isso tem num restaurante?

– Temakeria e picanharia do Peru. 

– Muito bom, cara! Eu admiro essa coragem do paulistano de instituir locais a partir de produtos: queijaria, temakeria, picanharia, é sensacional. E vende bem?

– Um sucesso. E a que mais sai vem com queijo de coalho.  Aliás, temaki de salmão com maionese e queijo de coalho também bomba. E o que tem muita pedida também é o ceviche de calabresa ao vinagrete.

– E na linha industrial?

– Eu tô finalizando a embalagem do sal gourmet da Amazônia.

– Sal da Amazônia!

– Fiz um acordo com o Alex e a gente desenvolveu um sal a partir do Sal Cisne. A gente espalha esse sal no chão, as formigas da Amazônia passam por cima dele e eu embalo.

– Sério? E o gosto, o sabor muda alguma coisa?

– Absolutamente nada, mas o preço vai pra casa do chapéu. 

– Na onda do food truck você não entrou?

– Mercado muito concorrido. Agora eu tô investindo no Master Chef Resort. Coisa da pesada. Agora as obras pararam um pouco porque a maioria da turma tá lavando o carro em Curitiba, se é que você me entende, hahahahaha.

– Hahaha! O velho e safado Júnior de sempre! E nesse Resort, o que aconteceria?

– O concurso, claro! Uma réplica da coisa. Uma semana de alegria. Quem ganha paga só 50% da estadia. 

– E o júri?

– Argentina, francês e cozinheiro tatuado tem de monte por aí. Arrumei uma meia dúzia deles porque, sabe como é funcionário, sempre arruma uma dor de barriga.  

– Meu caro, foi um prazer! E, tendo mais novidades, conta pra gente.

– Tem o meu azeite gourmet da Cantareira.

Tá brincando! Você tá produzindo lá?

– Imagina. Compro um português ou espanhol ou italiano, coloco rótulo da Cantareira e vendo por dez vezes o valor.