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Número 840,

Tecnologia

Mobile

A segunda realidade

por Felipe Marra Mendonça publicado 13/03/2015 04h16, última modificação 13/03/2015 09h14
Em breve, no seu celular, um mundo virtual. Por Felipe Marra Mendonça
Divulgação / GSMA
SmartVirtual

A principal novidade na Mobile World Congress, que ocorre anualmente em Barcelona, foi a possibilidade de juntar smartphones e realidade virtual

O Mobile World Congress, feira de tecnologia com foco na indústria de smartphones, acontece anualmente em Barcelona e tem como carro-chefe o lançamento de smartphones das principais companhias (confira em Prazer de Ponta, na página 63). Mas ela também traz algumas inovações que apontam as diferentes direções que podem ser tomadas pela alta tecnologia nos próximos anos.

A principal delas parece ser a realidade virtual. Depois de anos no ostracismo, fruto de uma tecnologia ainda incipiente e um entusiasmo desmedido nos anos 1990, a inovação parece pronta para finalmente conquistar os olhos e os bolsos dos consumidores. A Sony aposta no seu Projeto Morpheus, que deve chegar ao mercado no próximo ano e, quando conectado a um PlayStation 4, deve proporcionar aos usuários uma imersão completa nos jogos. A tela é de 5,7 polegadas, o que parece pouco, mas, quando colocada perto dos olhos, permite um campo de visão de 100 graus.

Outra competidora é a taiwanesa HTC, geralmente associada aos smart­phones, em parceria com a Valve, produtora de jogos eletrônicos. O primeiro fruto da parceria é o Vive, com duas telas de alta resolução capazes de mostrar 90 frames por segundo. O suficiente, garantem as empresas, para mostrar “imagens fotorrealistas”.

“Acreditamos que a realidade virtual deve transformar completamente o modo como interagimos com o mundo. A realidade virtual vai se tornar uma tecnologia comum, o que permitirá assistir a concertos de música em tempo real, aprender história, reviver memórias”, disse Peter Chou, da HTC.

Uma solução mais corriqueira foi oferecida pela Samsung, com um dispositivo que faz a tela de 5,7 polegadas de um Samsung Galaxy Note 4 converter-se no ponto central do Gear VR. Isso quer dizer que não é preciso investir em um console ou PC, como nas versões oferecidas pela Sony e pela HTC. O poder de processamento não é o mesmo, mas a sensação de imersão num mundo virtual é idêntica.

Todas as opções terminam por oferecer uma experiência muito mais completa e gratificante do que aquela disponível nos primórdios da realidade virtual.

Ficará por conta de o consumidor dividir o seu tempo entre essa nova realidade e aquela convencional, talvez um pouco batida.