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Número 828,

Internacional

EUA

Ferguson: resta protestar

por Redação — publicado 28/11/2014 16h12
A Justiça absolve o policial branco que matou um jovem negro
Paul J. Richards / AFP
Ferguson

As manifestações se espalham pelo país

Depois de o júri formado por nove brancos e três negros ter decidido, na segunda-feira 24, não indiciar o policial Darren Wilson pelos seis tiros que tiraram a vida, em agosto, de Michael Brown Jr., de 18 anos, protestos explodiram em Ferguson, cidade de 21 mil habitantes do Missouri.

Estabelecimentos comerciais foram saqueados e carros da polícia queimados. O presidente Barack Obama condenou a violência, mas lembrou que “a raiz da revolta está na percepção de que nossas leis não são aplicadas de forma uniforme e justa”.

Milhares de manifestantes, a repetir em coro que “as vidas dos negros também importam” e a pedir a desmilitarização da polícia, tomaram em seguida, de forma pacífica, as ruas de Atlanta, Chicago, Filadélfia, Baltimore, Los Angeles, Providence, Nashville, Oakland, Portland, Washington, New Orleans, Seattle, Minneapolis, Nova York e Boston. Critica-se o tratamento dado pela Justiça dos EUA aos cidadãos negros justamente na semana do principal feriado do país, o Dia de Ação de Graças, celebração da união nacional.

Wilson é branco, Brown era negro. Quase 70% da população de Ferguson é afro-americana. Mas, dos 53 policiais da cidade, apenas quatro são negros. Quando foi alvejado, Brown, suspeito de furtar cigarros em um mercado, estava desarmado. Embora o policial não possa mais ser processado, o Departamento de Justiça iniciou investigação sobre o uso excessivo de força pela polícia e o FBI instaurou inquérito em torno do “assalto aos direitos civis dos negros”.

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